Na Faria Lima, rádio-peão discute prisão de Esteves

"Se disserem que falei alguma coisa, eu nego. Temos que ficar neutros. E se o cara foi injustiçado?"; a conversa foi travada discretamente entre dois colegas no ponto de ônibus em frente ao prédio 3.477, na zona oeste do Rio, que abriga a sede do banco BTG Pactual, de André Esteves; o banqueiro foi preso por tentativa de obstrução da Justiça na Operação Lava Jato; ele e o senador Delcídio Amaral (PT-MT), também preso, tentavam calar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró quando foram gravados pelo filho do delator, Bernardo Cerveró

"Se disserem que falei alguma coisa, eu nego. Temos que ficar neutros. E se o cara foi injustiçado?"; a conversa foi travada discretamente entre dois colegas no ponto de ônibus em frente ao prédio 3.477, na zona oeste do Rio, que abriga a sede do banco BTG Pactual, de André Esteves; o banqueiro foi preso por tentativa de obstrução da Justiça na Operação Lava Jato; ele e o senador Delcídio Amaral (PT-MT), também preso, tentavam calar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró quando foram gravados pelo filho do delator, Bernardo Cerveró
"Se disserem que falei alguma coisa, eu nego. Temos que ficar neutros. E se o cara foi injustiçado?"; a conversa foi travada discretamente entre dois colegas no ponto de ônibus em frente ao prédio 3.477, na zona oeste do Rio, que abriga a sede do banco BTG Pactual, de André Esteves; o banqueiro foi preso por tentativa de obstrução da Justiça na Operação Lava Jato; ele e o senador Delcídio Amaral (PT-MT), também preso, tentavam calar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró quando foram gravados pelo filho do delator, Bernardo Cerveró (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - "Se disserem que falei alguma coisa, eu nego. Temos que ficar neutros. E se o cara foi injustiçado?", conversavam dois colegas no ponto de ônibus em frente ao prédio 3.477 na Avenida Faria Lima, na zona oeste do Rio, que abriga a sede do banco BTG Pactual, de André Esteves, preso por tentativa de obstrução da Justiça na Operação Lava Jato. André e o senador Delcídio Amaral (PT-MT), também preso, tentavam calar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró quando foram gravados pelo filho do delator, Bernardo Cerveró.

Frases como "Será que é corrupto mesmo?" eram ouvidas na avenida, confirme relato da Folha. Funcionários do BTG, ainda segundo o jornal paulista, especulavam sobre a possibilidade de cortes após a repercussão das notícias.

“Ao meio-dia, um estagiário da empresa contava a um amigo que viu a Polícia Federal no escritório, onde o clima era tenso. A resposta do outro foi imediata: ‘Você sabe que o estagiário é sempre o primeiro a ir embora, né?’. A frase foi seguida por um tapinha nas costas”, dia trecho da reportagem.

A Folha ouviu que em um restaurante próximo, um investidor mostrava-se preocupado. “Ele mal tocava na sobremesa enquanto dizia para um colega estrangeiro que queria tirar dinheiro do BTG Pactual. ‘Ai meu Deus, ai meu Deus, vou transferir para qualquer outro lugar.’"

Em inglês, no relaro do periódico, ele explicava que, dois anos atrás, Esteves era "the man, um modelo" no mercado financeiro. "Ele era de classe média, from Tijuca, formado em escola pública, not FGV."

O receio dos impactos sobre as aplicações virou a piada da quarta-feira na Faria Lima: quem ganhasse na Mega-Sena, cujo sorteio aconteceria naquele dia, já sabia o que não fazer: investir com André Esteves. "Ouviram essa? É ótima!", riam três homens de terno e gravata que fumavam na saída do trabalho.

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