“Não estou inteirado do assunto”, diz secretário de Habitação do RS sobre ocupação

Questionado pela Rádio Guaíba se poderia falar sobre a reintegração de posse de cerca de 70 famílias que ocupavam um prédio no centro de Porto Alegre, na qual houve ação violenta da Brigada Militar, com a agressão e a prisão de um deputado estadual, além de outras sete pessoas, ele respondeu: "Não estou muito inteirado desse assunto. Não é conosco. Te ligo daqui a pouco"

Questionado pela Rádio Guaíba se poderia falar sobre a reintegração de posse de cerca de 70 famílias que ocupavam um prédio no centro de Porto Alegre, na qual houve ação violenta da Brigada Militar, com a agressão e a prisão de um deputado estadual, além de outras sete pessoas, ele respondeu: "Não estou muito inteirado desse assunto. Não é conosco. Te ligo daqui a pouco"
Questionado pela Rádio Guaíba se poderia falar sobre a reintegração de posse de cerca de 70 famílias que ocupavam um prédio no centro de Porto Alegre, na qual houve ação violenta da Brigada Militar, com a agressão e a prisão de um deputado estadual, além de outras sete pessoas, ele respondeu: "Não estou muito inteirado desse assunto. Não é conosco. Te ligo daqui a pouco" (Foto: Gisele Federicce)

Rádio Guaíba - O secretário de Obras, Saneamento e Habitação do Rio Grande do Sul, Fabiano Pereira (PSB), foi procurado pela reportagem da Rádio Guaíba na manhã desta quinta-feira (15) para falar sobre o episódio de desocupação da Lanceiros Negro, realizada na noite passada, na Capital.

Questionado se poderia falar sobre este assunto e sobre o tema das políticas de habitação no Estado como um todo, Pereira afirmou: "Não estou muito inteirado desse assunto. Não é conosco. Te ligo daqui a pouco".

Sem retorno do secretário, a reportagem passou a tentar refazer o contato com Pereira, por telefone, sem sucesso. A reportagem segue aguardando retorno e entrevista do gestor.

Na noite de quarta-feira 14, o Batalhão de Choque da Brigada Militar cumpriu uma ordem judicial de reintegração de posse, retirando cerca de 70 famílias que estavam morando no local há mais de um ano e meio. O prédio, que pertence ao Estado, estava inutilizado há dez anos, antes do início da ocupação.

Durante a desocupação, parte dos moradores disse não saber para onde iria. Nesta quinta, parte deles disse estar em outra ocupação, também no Centro, enquanto outra parte está no Centro Vida, na zona Norte da cidade.

Governo se manifestou por nota

Em nota, o governo estadual informou que o prédio vai ser ocupado pela Defesa Civil. De acordo com o Executivo, "foram feitas sucessivas mediações e esgotadas todas as alternativas de resolução consensual de conflito ao longo de um ano e meio, na presença de representantes do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), seja perante o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) ou no Centro de Conciliação e Mediação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/RS)".

O governo também pondera que o prédio oferece risco por ser histórico e impróprio para habitação, "sobretudo pelo piso antigo estar cedendo".

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