‘Não há razão para o Brasil ficar em um cantinho’, diz Celso Amorim

Ex-chanceler Celso Amorim afirmou que o Brasil não pode ficar "no cantinho" em matéria de política externa; "Quando se fala que a política externa tinha que ser ativa e altiva, é porque não há razão para o Brasil ficar num cantinho, e nem havia razão para o Brasil se curvar diante de pressões externas", disse ele, durante evento do Instituto Lula em São Paulo; Amorim disse também que atual chanceler, José Serra (PSDB-SP), faz política internacional pensando em "relação mesquinha de custo-benefício"

Ex-chanceler Celso Amorim afirmou que o Brasil não pode ficar "no cantinho" em matéria de política externa; "Quando se fala que a política externa tinha que ser ativa e altiva, é porque não há razão para o Brasil ficar num cantinho, e nem havia razão para o Brasil se curvar diante de pressões externas", disse ele, durante evento do Instituto Lula em São Paulo; Amorim disse também que atual chanceler, José Serra (PSDB-SP), faz política internacional pensando em "relação mesquinha de custo-benefício"
Ex-chanceler Celso Amorim afirmou que o Brasil não pode ficar "no cantinho" em matéria de política externa; "Quando se fala que a política externa tinha que ser ativa e altiva, é porque não há razão para o Brasil ficar num cantinho, e nem havia razão para o Brasil se curvar diante de pressões externas", disse ele, durante evento do Instituto Lula em São Paulo; Amorim disse também que atual chanceler, José Serra (PSDB-SP), faz política internacional pensando em "relação mesquinha de custo-benefício" (Foto: Aquiles Lins)

Rafael Targino, Opera Mundi - O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim participou na noite desta segunda-feira (04/07), em São Paulo, do evento "Em defesa de uma política externa e altiva", organizado pelo Instituto Lula e outros parceiros. O diplomata criticou posições da equipe de política externa do presidente interino, Michel Temer, e afirmou que o Brasil não pode ficar "no cantinho" em matéria de política externa.

"Quando se fala que a política externa tinha que ser ativa e altiva, é porque não há razão para o Brasil ficar num cantinho, e nem havia razão para o Brasil se curvar diante de pressões externas. O Brasil é grande demais, não consegue se esconder em nenhum cantinho", disse.

Amorim também falou sobre os planos anunciados pelo atual chanceler, José Serra (PSDB-SP), de rever a abertura de embaixadas brasileiras na África, principalmente por conta do custo de mantê-las funcionando.

"Essa história de fazer análise custo-benefício é brincadeira. Você não pode fazer política internacional pensando nessa relação mesquinha de custo-benefício. O Brasil tem mais embaixadas que a Alemanha na África. Gente, a Alemanha não tem 50% da sua população afrodescendente. É natural que tenhamos mais embaixadas na África. Nós temos que abrir, e não fechar", afirmou.

Mercosul
O ex-ministro criticou movimentos para uma eventual "flexibilização" do Mercosul. "Hoje, ouço falar de flexibilização do Mercosul. Pergunta aos ingleses que votaram no Brexit que queriam uma flexibilização da União Europeia. Pergunta se eles não estão arrependidos?", comparou.

"O Mercosul não nasceu para dar ganhos comerciais a quem quer que seja. Ele começou como parte da consolidação da paz e da democracia nessa parte da América do Sul", lembrou. "O nosso comércio na região aumentou enormemente. Dizer que o Mercosul é um fracasso? Não dá. Acho que essa visão comercialista de curto prazo não nos serve."

Após o debate, Amorim autografou seu livro "Teerã, Ramalá e Doha – Memórias da Política Externa Ativa e Altiva", de autoria de Amorim.

A conferência foi organizada pelo Instituto Lula, Fundação Perseu Abramo, Frente Brasil Popular, Clacso (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais), Fundação Friedrich Ebert e GR-RI (Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais).

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