'Ninguém me bota canga', diz Renan após pressão de enviados por Temer

Senadores do PMDB enviados pelo presidente Michel Temer pediram ao líder da bancada, Renan Calheiros, que ele renunciasse ao cargo por ter posição política incompatível com os interesses da maioria dos integrantes do partido; Renan não aceitou e alegou que só havia no encontro 14 senadores e uma decisão desse porte só deveria ser tomada com a presença de todos os 22 peemedebistas; na saída do encontro, Renan ainda desafiou: “Você acha que, a essa altura do campeonato, alguém vai botar canga em mim?”

O presidente do Senado, Renan Calheiros e o vice-presidente da República, Michel Temer, durante a apresentação das propostas do PMDB para a Reforma Política (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente do Senado, Renan Calheiros e o vice-presidente da República, Michel Temer, durante a apresentação das propostas do PMDB para a Reforma Política (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Voney Malta)

Por eassim.net - Dirigentes do PMDB pediram ao senador Renan Calheiros, líder da bancada no Senado, para que ele renunciasse ao cargo por ter posição política incompatível com os interesses da maioria do colegiado e do presidente Michel Temer.

A proposta de renúncia foi apresentada pelos senadores Garibaldi Alves (RN) e Waldemir Moka (MS) Mas, o senador não aceitou e pediu para que um novo encontro fosse realizado na próxima terça-feira (30).

Renan alegou que só havia no encontro 14 senadores e uma decisão desse porte só deveria ser tomada com a presença de todos os 22 colegas.

Na saída do encontro, Renan desafiou: “Você acha que, a essa altura do campeonato, alguém vai botar canga em mim?”,

Renan quer que o presidente Michel Temer articule um acordo político para deixar o cargo depois do escândalo provocado pela divulgação das gravações das conversas do chefe de governo com o empresário Joesley Batista, um dos donos do Grupo JBS, na residência oficial da Vice-Presidência da República.

Na ocasião, tratou-se de corrupção de juízes, procuradores e até do pagamento de propina pelo silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha, que está na cadeia e condenado a 15 anos e quatro meses de prisão em regime fechado, devido ao envolvimento em esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato.

O adiamento da decisão da bancada do PMDB sobre a destituição ou não do líder não significa que a crise no partido está superada. Renan está em minoria e tem, no máximo, cinco votos além do dele, no colegiado. Pelo menos 14 dos 22 senadores querem a destituição do líder.

 

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