Nível de água do Sistema Cantareira baixa para 9,8%

Nos primeiros dez dias de setembro, o acumulado de chuva atingiu 30,1 milímetros (mm), pouco para evitar que continue baixando o volume de água disponível para distribuição em residências e empresas comerciais. Nesta quarta-feira, havia apenas 9,8% do total da capacidade de operação, ante 10% registrado ontem

O Governador Geraldo Alckmin aciono o sistema de bombas que dará início à captação de água da reserva técnica do Sistema Cantareira. Com o início da operação dos equipamentos, na represa Jaguari/Jacareí, as águas que estão abaixo do ponto de captação serã
O Governador Geraldo Alckmin aciono o sistema de bombas que dará início à captação de água da reserva técnica do Sistema Cantareira. Com o início da operação dos equipamentos, na represa Jaguari/Jacareí, as águas que estão abaixo do ponto de captação serã (Foto: Gisele Federicce)

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

As chuvas mais abundantes que caem no estado ainda não tiveram repercussão sobre o volume de água das seis represas que formam o Sistema Cantareira, o principal manancial da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e que abastece 374 cidades, incluindo parte da capital paulista, municípios da Grande São Paulo e outros do interior.

Nos primeiros dez dias de setembro, o acumulado de chuva atingiu 30,1 milímetros (mm), pouco para evitar que continue baixando o volume de água disponível para distribuição em residências e empresas comerciais. Hoje (10), havia apenas 9,8% do total da capacidade de operação, ante 10% registrado ontem (09).

Com essa marca, a reserva hídrica se aproxima do volume crítico que havia em 15 de maio último (8,2%), véspera da entrada em operação da atual utilização da reserva técnica. Naquele período, foram acrescidos 182,5 bilhões de água, elevando o nível em 18,5% e com volume total disponível de 982,07 bilhões de litros.

Segundo a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, no entanto, o abastecimento está garantido até março de 2015. Além disso, a expectativa é que, até o final do mês, chova regularmente e não haja necessidade de se recorrer à segunda cota da chamada reserva técnica ou volume morto. Essa solução só será utilizada em último caso, segundo o governo paulista. Além disso, gradativamente, será reduzida a dependência do Sistema Cantareira para outros mananciais.

A nota divulgada pela secretaria informa ainda que, já a partir deste mês, o processo de transferência de água para a área abastecida por Cantareira permitirá o bombeamento de mais 500 litros por segundo com a utilização das águas do Rio Grande, e, em outubro, mais 1.000 litros por segundo retirados do Rio Guarapiranga. Com esse volume, haverá uma redução da dependência do Cantareira para o abastecimento de 500 mil residências. Só neste ano, acrescenta a nota, a estimativa é diminuir de 8,8 milhões para 6 milhões o número de consumidores atendidos por esse sistema.

Como medida preventiva, a Sabesp solicitou a retirada de 106 bilhões de litros de água da segunda reserva técnica do Sistema Cantareira. A obra já foi autorizada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), porém, não há previsão para o início.

De acordo com o meteorologista Franco Villela, do 7º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia, não há previsão de chuvas expressivas para os próximos dias. Ele informou que a virada do tempo, esperada para a próxima sexta-feira (12), pode vir acompanhada de algum chuvisco. "A tendência está mais para uma brisa marítima", esclareceu ele. Essa condição, assegurou, deve melhorar um pouco a secura do ar. No sábado (13), porém, o tempo voltará a ficar mais seco.

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