No dia do golpe, Geddel disse não ser bicho-papão

Pivô da maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil, Geddel Vieira Lima, preso nesta manhã em Salvador, foi também um dos principais articuladores do golpe de 2016, que instalou Michel Temer no poder; no dia da posse, ele disse que não poderia ser juiz da honestidade da presidente honesta e deposta Dilma Rousseff e afirmou que mantém relações próximas com Temer há mais de 30 anos; relembre

Geddel
Geddel (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Pivô da maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil, Geddel Vieira Lima, preso nesta manhã em Salvador (leia aqui), foi também um dos principais articuladores do golpe de 2016, que instalou Michel Temer no poder.

No dia da posse, ele disse que não poderia ser juiz da honestidade da presidente honesta e deposta Dilma Rousseff e afirmou que mantém relações próximas com Temer há mais de 30 anos.

Relembre, abaixo, alguns trechos da entrevista:

No Congresso há mais gente honesta ou desonesta?

Há honestos, desonestos, homens, mulheres, todas as crenças e convicções, é o espelho da sociedade brasileira. Como acho a maioria da sociedade é honesta, acho a maioria do Parlamento é honesta.

No primeiro governo Dilma, o senhor teve atritos com Michel Temer. Vocês se resolveram?

Minha relação com Temer é de 30 anos. Essa relação me dá absoluta liberdade de dizer o que penso. Em nenhum momento deixamos de nos falar. Ele sabe que gente como eu faz o papel que muitos deixam de fazer, que é dizer aquilo que verdadeiramente pensa e que, por vezes, alerta para alguns equívocos.

O senhor acha Dilma Rousseff uma mulher honesta?

Eu não sou juiz de honestidade, seriedade de ninguém. Julgo a gestora, isso que me cabe como eleitor. A Dilma se mostrou inepta e incapaz como gestora e absolutamente inapetente como política para ser presidente de um país com as complexidades de um país como o Brasil. A honestidade ou desonestidade dela não me cabe avaliar. Estou convencido de que ela burlou a Constituição e cometeu crime de responsabilidade fiscal e por isso está afastada pelo Senado.

O PMDB é apontado como fisiologista. Como lidar com quem for fisiologista junto ao governo?

Não concordo com essa avaliação. O PMDB ficou estigmatizado. Tem outro partidos que têm estigmas como tais. Como o PMDB muda isso? A política brasileira vive um novo momento. O início da Lava Jato é importante. Temos que mostrar que práticas vistas como normais lá atrás não é mais visto assim hoje. Rui Barbosa já dizia: "até as pedras mudam", então nós temos que mudar para que a sociedade não nos mude dessa atividade.

 

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