No RS, 4 mil famílias saem da pobreza extrema

De acordo com o governo gaúcho, 4 mil famílias no estado saíram da extrema miséria, desde 2011, com a ajuda dos programas Bolsa Família, do governo federal, e RS Mais Igual, do governo do Rio Grande do Sul; criado em julho de 2011, o RS Mais Igual se alinha ao plano Brasil Sem Miséria, do governo Dilma, e se divide em três eixos de atuação: transferência de renda, acesso aos serviços públicos e geração de oportunidades/inclusão produtiva  

De acordo com o governo gaúcho, 4 mil famílias no estado saíram da extrema miséria, desde 2011, com a ajuda dos programas Bolsa Família, do governo federal, e RS Mais Igual, do governo do Rio Grande do Sul; criado em julho de 2011, o RS Mais Igual se alinha ao plano Brasil Sem Miséria, do governo Dilma, e se divide em três eixos de atuação: transferência de renda, acesso aos serviços públicos e geração de oportunidades/inclusão produtiva
 
De acordo com o governo gaúcho, 4 mil famílias no estado saíram da extrema miséria, desde 2011, com a ajuda dos programas Bolsa Família, do governo federal, e RS Mais Igual, do governo do Rio Grande do Sul; criado em julho de 2011, o RS Mais Igual se alinha ao plano Brasil Sem Miséria, do governo Dilma, e se divide em três eixos de atuação: transferência de renda, acesso aos serviços públicos e geração de oportunidades/inclusão produtiva   (Foto: Leonardo Lucena)
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Nubia Silveira, Sul21Aline Cristiane Zanetti Araújo, Natália dos Santos e Magnos Petter são os chefes de três das 4 mil famílias gaúchas que saíram da extrema miséria, desde 2011, com a ajuda dos programas Bolsa Família, do governo federal, e RS Mais Igual, do governo do Rio Grande do Sul. A história deles é de luta, superação e dignidade. Ao melhorarem de vida, voluntariamente entregaram os cartões dos programas que lhe garantiam uma renda mínima familiar de R$ 100,00 por pessoa. Criado em julho de 2011, o RS Mais Igual se alinha ao plano Brasil Sem Miséria, do governo Dilma Rousseff, e se divide em três eixos de atuação: transferência de renda, acesso aos serviços públicos e geração de oportunidades/inclusão produtiva. O governo gaúcho complementa a renda de beneficiários do Bolsa Família que recebem R$ 70,00 ou menos per capita e tenham filhos de até seis anos de idade. "Como não poderíamos complementar a renda de todas as famílias de extrema pobreza do Bolsa Família no Estado, foi feito este recorte", afirma o secretário da Casa Civil, Carlos Pestana, coordenador do programa, que conta com a participação de outras secretarias estaduais.

Por que o teto definido para complementação foi o equivalente à renda de R$ 100,00 por pessoa? Pestana admite que não houve qualquer estudo econômico. A quantia a ser complementada está dentro das possibilidades do governo gaúcho, é considerada um valor razoável e possibilita que uma família média de três a quatro pessoas sobreviva com R$ 300,00 a R$ 400,00 mensais, podendo sair da extrema pobreza e ascender na escala social, como fizeram Aline, Natália e Magnos. Pestana chama a atenção para o fato de que o programa não se restringe a complementar a renda. Oferece cursos de qualificação, que permitem aos cadastrados no Bolsa Família e no RS Mais ter uma nova profissão ou aperfeiçoar-se na sua. Foi o que aconteceu com Aline, moradora de Ijuí. Ela conta, com alegria, que sua vida mudou depois de recorrer à ajuda dos governos federal e estadual e diz que seus sonhos estão sendo realizados. “Hoje, não preciso mais dessa ajuda”, diz ela com alegria. Devolveu os cartões e vai viver do emprego que conquistou ao fazer um concurso municipal. “Podem passá-los para quem precisa mais”. Mãe de uma menina de três anos, Aline lembra que a renda dos dois programas foi essencial para a sua sobrevivência e a da filha. “Não tem explicação. Foi com esse dinheiro que comprei o leite e as fraldas”, diz. O pai da criança a abandonou e ela, como tantas mulheres brasileiras, se tornou chefe de família. Hoje, aos 29 anos, com curso superior incompleto, tem um apartamento adquirido com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, que mobiliou – “tenho tudo dentro de casa” – com o Minha Casa Melhor. As prestações que paga pela casa própria e os móveis que adquiriu (“sempre sonhei ter uma televisão e agora tenho”) somam R$ 111,00 mensais, que ela considera “baratas”. Agora, pensa em voltar a estudar nutrição com a ajuda do Prouni, que já utilizava, mas precisou abandonar para criar Vitória. O mesmo entusiasmo de Aline é mostrado por Natália, residente em Sagrada Família, e por Magnos, de Lajeado do Bugre. Moradores de áreas rurais, vivem da agricultura familiar. Ela pagava água e luz com o que recebia do Bolsa Família e do RS Mais Igual. Com o restante comprava comida. Natália devolveu os cartões porque foi aprovada em concurso público.

O produtor rural Magnos Petter diz que “trabalhava de dia para comer de noite”. O Bolsa Família lhe deu tranquilidade para se dedicar à produção rural, pois recebia o necessário para comprar comida e gás. Com a alimentação garantida, ele aproveitou a complementação do RS Mais Igual para comprar parceladamente os equipamentos de que precisava para montar a sua estufa. Hoje, sobrevive da terra. No dia em que Natália e Magnos devolveram os cartões, Pestana afirmou: “O que é superar a extrema pobreza? É ter direito a uma vida melhor, e esse é o primeiro passo, pois ninguém melhora de vida sem ter acesso à alimentação, sem ter remédios para os seus filhos, sem uma moradia digna ou vestimentas. É isso que estamos anunciando para vocês: o direito a uma vida melhor, com mais oportunidades e igualdade”. http://youtu.be/qg5lxB0bE54 Raio X da extrema pobreza No Rio Grande do Sul, segundo dados do censo do IBGE de 2010, 306 mil gaúchos vivem em extrema pobreza. A maioria deles (65,2%) reside em áreas urbanas, quase a metade (49,4%) são crianças, 37,9% são adultos, 10,8%, jovens e 2%, idosos. Em Caxias do Sul, ao explicar o programa, o secretário da Casa Civil lembrou: “As crianças são, geralmente, o elo mais fraco, pois os efeitos de uma infância em extrema pobreza costumam ser sentidos ao longo de toda a vida. Garantir a renda mínima é apenas o primeiro passo desse programa. Queremos que a partir disso vocês possam se qualificar e conseguir um bom emprego. O RS Mais Igual é uma porta de entrada para uma vida com mais oportunidades”.

Ângela Santos da Silva Pacheco e Paula Benites Moreira fazem parte da estatística da extrema pobreza. E estão entre as 67,5 mil famílias atendidas pelo RS Mais Igual até o final de janeiro deste ano. Moradoras de Porto Alegre, as duas estão cadastradas no Bolsa Família e recebem complementação de renda do RS Mais Igual. Paula, 30 anos, vive com os quatro filhos – de um mês, cinco, sete e oito anos – na casa do pai. Por causa do recém-nascido, não consegue sair para vender lingerie. “Vivo só disso (dos programas sociais)”, diz. A renda mensal (R$ 280,00 do Bolsa e R$ 118,00 do RS Mais) é para comprar comida e gás. Paula idealiza o dia em que conseguir trabalhar. “Vou devolver os cartões”, promete. Ângela, 35 anos, é mãe de três filhos, de um ano e nove meses, oito e 16 anos. Ela e o marido estão desempregados. Vivem dos R$ 300,00 do Bolsa e R$ 178,00 do RS. Neste momento, além de comprar leite, alimentos e roupas com os benefícios, precisa adquirir material escolar para os filhos mais velhos. Ela afirma que vive com dificuldades e não tem condições ainda de pensar em se desligar dos programas. O futuro melhor, Ângela acredita, está no curso que pretende fazer. Qual? “De nutricionista”, responde prontamente, lembrando que é auxiliar de cozinha. Curso que o governo oferece pelo Pronatec – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego.

No estado, o Pronatec já qualificou, nos três anos do governo Tarso Genro, 6 mil pessoas do RS Mais Igual. O secretário Pestana diz que o Senai e o Senac, que oferecem os cursos, são orientados pelo Pronatec a atender as necessidades específicas de cada região. “Por exemplo, em Ajuricaba, perto de Ijuí, precisam de azulejistas. E estão dando preferência para mulheres , por serem mais delicadas. Já em Rio Pardo, o mercado procura por confeiteiros”. O coordenador do RS Mais Igual alerta que o programa se divide em duas fases: complementação de renda e inclusão social, esta por meio da qualificação. Caravana da Inclusão Desde abril de 2013 foram realizadas 35 Caravanas da Inclusão do RS Mais Igual, em 15 regiões. As visitas, das quais participam autoridades gaúchas, se destinam a apresentar os critérios de transferência de renda do programa estadual. A maioria presente nesses encontros é de mulheres. “Noventa e nove por cento dos cadastrados no Bolsa Família são mulheres. São elas que administram a renda familiar”, diz Pestana. Ele revela, entusiasmado, que as caravanas recebem em média 1.000 pessoas. “Entre estas mil, encontramos, no máximo, de um a dois homens”. Magnos, um dos exemplos de gaúchos que saíram da extrema pobreza, faz parte da minoria de homens que recebem cartões bancários para retirar o valor do Bolsa Família e do RS Mais Igual. Até o final de 2014, o governo gaúcho pretende atingir 98 mil famílias, distribuindo quase três vezes mais do que em 2013. Este ano serão R$ 70 milhões contra os R$ 25 milhões do ano passado. Segundo Pestana, estão orçados R$ 35 milhões dos R$ 70 milhões previstos para 2014, com necessidade de solicitar complementação do orçamento.

A opção por um programa de geração de renda foi explicada pelo governador Tarso Genro, quando a Caravana da Inclusão esteve em Lajeado: “Optamos por gerar mais renda, porque essa é a forma de combater a desigualdade. As pessoas mais pobres precisam ter mais recursos para poder dar mais oportunidades aos seus filhos”. Além disso, os recursos fazem a roda da economia girar nos municípios. E aos críticos, o governador respondeu, quando esteve em Palmeira das Missões: “Eles não compreendem a importância de se ter recursos mínimos para comprar alimentos, roupas e cadernos, porque não conhecem as necessidades de vocês, mas nós conhecemos”. Segundo Tarso, não adianta um Estado crescer e os ricos ficarem mais ricos e os pobres mais pobres. “Todos têm que crescer”, disse.

Pesquisa concluída

O Observatório de Políticas Sociais, por meio de uma parceria entre o governo do Estado e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem acompanhado as famílias beneficiadas pelo RS Mais Igual. Na próxima segunda-feira (17), às 17h, o Observatório vai apresentar o seu 1º Relatório, no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini. O levantamento científico apresentará dados sobre a evolução das famílias beneficiadas e sobre a emancipação das quatro mil, que superaram a extrema pobreza, com a ajuda do Bolsa Família e do RS Mais Igual.

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