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O drama de uma idosa numa agência do Banco do Brasil para provar ao INSS que está viva (vídeo)

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Por Paulo Henrique Arantes, para o 247 - A tal “prova de vida” para que os idosos não deixem de receber sua pensão do INSS pode até ser defensável para que não ocorram burlas e alguém receba o benefício indevidamente, mas as formas de fazê-la são desumanas. Não fosse seu sobrinho, o webmaster Sérgio Ferezin, Olenita Maria Martins, de 89 anos, impossibilitada de se locomover, estaria descoberta e sem ação.

Na agência 6806-3 do Banco do Brasil, localizada na Rua Teodoro Sampaio, bairro de Pinheiros, em São Paulo, para onde levou Olenita para solucionar seu problema pessoalmente, Ferezin gravou este vídeo abaixo:

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Antes, na mesma segunda-feira (22), Ferezin tentara provar que a tia estava viva pelos meios digitais do INSS, conforme a instituição recomenda – tarefa impossível mesmo para ele, profissional de informática. “Tem um aplicativo do INSS, em que teoricamente você faz prova de vida. Mas olha só: eu sou webmaster, trabalho com internet, sou um profissional de TI e não consegui fazer. Você telefona e as pessoas não te atendem. Quando atendem, mandam ligar para outro número. É uma palhaçada”, relatou Ferezin ao Brasil 247.

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Na agência bancária, Ferezin solicitou que a prova de vida fosse feita no carro em que Olenita esperava – ela não consegue se locomover. “Pediram uma senha da qual minha tia não lembrava. Um absurdo! Eu tive de carregá-la no colo até dentro da agência. Depois que eu comecei a fazer um escândalo, a filmar , veio a gerente geral e deu um jeito de resolver. Mas até então era ‘não tem jeito, não dá...’”.

Quantas Olenitas contam com um Ferezin para levantar a voz contra o descaso de funcionários diante de uma pessoa idosa que não pode se locomover, que tem falhas de memória e que depende de um benefício de pouco mais de 1 mil reais para viver?

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“Isso é um enorme desrespeito com o idoso. Minha tia tem a mim para brigar por ela. Mas e o idoso que não tem ninguém, que não domina a internet ou um celular? Como ele faz para receber a pensão? Vai morrer de fome?”, revolta-se Sérgio Ferezin.

*no vídeo, em tenso desabafo, Ferezin refere-se à agência como a de número 2883. O número correto é 6806-3, como ele próprio corrigiu ao conversar com o Brasil 247.

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