"O PSDB em São Paulo está resolvido". Será?

O PSDB de São Paulo não está dividido e o fator José Serra é uma questão já superada. Essa é a avaliação do deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), para quem o partido naquele estado está literalmente engajado no projeto presidencial do senador Aécio Neves (PSDB-MG); "Obviamente, nós temos o maior respeito pela importância de José Serra. Mas um eventual movimento de mudança partidária, sem levar ninguém, é algo que expõe qualquer liderança política”

"O PSDB em São Paulo está resolvido". Será?
"O PSDB em São Paulo está resolvido". Será?
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PE247 – O PSDB de São Paulo não está dividido e o fator José Serra é uma questão já superada. Essa é a avaliação do deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), para quem o partido naquele estado está literalmente engajado no projeto presidencial do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O PSDB viveu um estremecimento interno por conta da definição sobre quem seria o candidato do partido nas eleições presidenciais em 2014. O ex-governador de São Paulo José Serra pleiteou a candidatura, mas acabou isolado dentro da legenda, enquanto que o atual pré-candidato, o senador mineiro Aécio Neves, tem o aval das principais lideranças tucanas: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o deputado federal Sérgio Guerra (PE), dirigente nacional da sigla.

Em meio à falta de espaço que José Serra amarga no PSDB, surgiram rumores de que o tucano poderia ingressar no PPS, antes do partido se fundir com o PMN, o que resultou na criação da Mobilização Democrática (MD). O próprio deputado federal Roberto Freire (SP), que presidia o PPS nacionalmente e agora comanda a MD, confirmou a realização do convite ao ex-governador de São Paulo. Mas ainda não há algo de concreto.

De todo modo, o pré-candidato do PSDB está consolidado em um ano (2013) que marcou a antecipação do debate eleitoral. Segundo Araújo, não se pode levar para a legenda tucana o discurso do governador de Pernambuco e virtual candidato pelo PSB, Eduardo Campos, segundo o qual primeiramente é preciso ganhar 2013 e, depois, pensar nas eleições de 2014.

Para o parlamentar, são casos diferentes, pois em Pernambuco, por exemplo, “significa muito também de fazer essa transição do campo de governo para o campo de oposição”. Isso porque é sabido que o governador Eduardo Campos conseguiu criar e manter uma relação amistosa com o PSDB, obtendo, inclusive, o apoio de 14 prefeitos do PSDB nas eleições 2010.

“No nosso caso, é da consolidação para fora do senador Aécio Neves. Internamente, é um fato consolidado, sobretudo, com a resolução definitiva do assunto em São Paulo. O episódio do ex-governador José Serra é algo isolado dentro do partido. O PSDB de São Paulo se incorporou completamente no projeto nacional da candidatura dele (Aécio Neves)”, afirmou Araújo em entrevista à Rádio Folha FM.

O congressista se mostrou otimista com relação a um possível segundo turno no pleito 2014. “São dois importantes protagonistas. Ninguém via na história recente um candidato à presidência, no caso da presidente Dilma, iniciar tão cedo uma campanha presidencial porque tem clareza que, com a aparição no cenário do governador Eduardo Campos e com a aparição do senador Aécio Neves, tudo caminha para uma eleição de segundo turno”, observou.

O deputado frisou que José Serra não está isolado no PSDB e que a situação interna é de tranquilidade. “Temos a confirmação de que não há nenhuma mudança de nenhum deputado federal de São Paulo que abandone o PSDB, ou deputado estadual que abandone o PSDB. O senador do PSDB de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, comunicando que não muda de partido, segue na rota que sempre teve no PSDB desde a sua fundação. Obviamente, nós temos o maior respeito pela importância de José Serra. Mas um eventual movimento de mudança partidária, sem levar ninguém, é algo que expõe qualquer liderança política”, observou Araújo.

 

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