"O volume de assassinatos cresceu muito"

O governador Jaques Wagner (PT) dedicou boa parte do seu programa semanal de rádio para falar do saldo da greve da Polícia Militar deflagrada na semana passada; apesar de ter durado menos de 48 horas, o saldo de assaltos, assassinatos e saques a estabelecimentos comerciais foi muito alto; foram mais de 50 homicídios; "O volume de assassinatos cresceu muito em relação a um igual período de normalidade"

Governador Jaques Wagner apresenta em Portugal oportunidades de investimento na Bahia.
Governador Jaques Wagner apresenta em Portugal oportunidades de investimento na Bahia. (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - O governador Jaques Wagner (PT) dedicou boa parte do seu programa semanal de rádio, o Conversa com o Governador, nesta terça-feira (22), para falar do saldo da greve da Polícia Militar (PM) deflagrada na semana passada. Apesar de ter durado menos de 48 horas, o saldo de assaltos, assassinatos e saques a estabelecimentos comerciais foi muito alto. Foram mais de 50 homicídios.

"O volume de assassinatos cresceu muito em relação a um igual período de normalidade, inclusive com a perda da vida de cinco policiais militares, que no seu dia a dia colocam a própria vida para defender a de todos. Então, eu realmente considero que foi totalmente impróprio, além de ser ilegal e inconstitucional", disse o petista.

O governador disse que está fazendo levantamento para analisar o melhor momento de suspender a Garantia da Lei e da Ordem, que fiz com que tropas das Forças Armadas assumissem a segurança da capital baiana e sua região metropolitana. Wagner avaliar como um "avanço significativo para a categoria" as negociações sobre as bases salariais e gratificações da classe militar.

"Espero que tenhamos uma normalização total, que já está acontecendo. Estou avaliando com o ministro da Justiça e com o general que comanda as ações da Garantia da Lei e da Ordem, todos os dias, fazendo um balanço para ver o momento que a gente possa suspender, mas não tem data marcada para isso. Vai depender dessa avaliação diária".

O governador ainda contou como vem enfrentando a situação após o término declarado da greve.

"Com muita preocupação. Foi uma semana de muita tensão, uma semana que deveria ser de tranquilidade, porque é a semana da Páscoa. Infelizmente, em função de uma decisão que eu considero completamente precipitada e unilateral, na medida em que era público que estávamos em um processo de negociação, chegando a assinar com uma das lideranças a proposta que ao final foi recolocada, e eles voltaram após 35 horas de greve. Era totalmente desnecessário fazer o povo baiano passar por esse sofrimento".

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