OAB/AL recebeu 8 denúncias de desaparecimento

Em menos de quatro meses a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) recebeu oito denúncias de alagoanos desaparecidos, dois deles fora do estado; por conta disso uma mobilização foi organizada; parentes das vítimas reivindicam a criação de uma delegacia especializada para que os casos sejam resolvidos com maior agilidade.

Em menos de quatro meses a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) recebeu oito denúncias de alagoanos desaparecidos, dois deles fora do estado; por conta disso uma mobilização foi organizada; parentes das vítimas reivindicam a criação de uma delegacia especializada para que os casos sejam resolvidos com maior agilidade.
Em menos de quatro meses a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) recebeu oito denúncias de alagoanos desaparecidos, dois deles fora do estado; por conta disso uma mobilização foi organizada; parentes das vítimas reivindicam a criação de uma delegacia especializada para que os casos sejam resolvidos com maior agilidade. (Foto: Voney Malta)
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Alagoas247 - A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL) recebeu, em menos de quatro meses, oito denúncias de alagoanos desaparecidos, dois deles fora do estado. Na manhã desta sexta-feira (12), integrantes da comissão e familiares das vítimas realizaram um ato público em frente à sede da entidade, no Centro de Maceió.

De acordo com a vice-presidente da comissão, Paula Simony, o objetivo da mobilização foi chamar a atenção da sociedade para o número de alagoanos desaparecidos. Segundo ela, a procura pela comissão por parte dos familiares começou desde que o Caso Davi Silva, ocorrido no Benedito Bentes, no último dia 25 de agosto, veio à tona. "Houve uma maior procura na sede do órgão, o que é algo inédito para nós. Recebemos, até o momento, oito denúncias de sumiço", informou Simony.

Ainda segundo ela, os parentes das vítimas reivindicam a criação de uma delegacia especializada para que os casos sejam resolvidos com maior agilidade. Segundo ela, a morosidade faz com que seja ainda mais difícil encontrar uma solução para esses desaparecimentos.

"O Davi é o nosso Amarildo, só que, no Rio de Janeiro, temos a informação de que as investigações estão em andamento. Aqui, ainda não sabemos o que aconteceu naquele dia, qual percurso foi feito com Davi e onde ele está", pontuou a vice-presidente.

A família de Davi foi representada pelo primo, Magno Francisco. Ele disse à reportagem que as investigações não estão ocorrendo e, desde quando a comissão de delegados assumiu o caso, a família não teve mais nenhuma notícia sobre o ocorrido.

"Recebemos a informação de que os policiais tinham sido identificados, prestaram depoimento e caíram em contradição, mas já se passaram trinta dias e não tivemos mais respostas. Queremos saber como estão as investigações e se eles vão ou não ser indiciados. Tudo isso tem sido um sofrimento para a família, mas acreditamos que ele esteja vivo, pois a esperança é a última que morre. Porém, conforme o tempo vai passando, a possibilidade diminui. Queremos encontrá-lo vivo, mas não sabemos", relatou Magno.

Segundo o primo da vítima, o jovem que estava com Davi foi embora para outra cidade, pois estaria recebendo visitas constantes de policiais. "Ele foi ouvido várias vezes pela polícia e participou até do reconhecimento dos policiais, mas, por segurança, achou melhor se mudar", disse Magno Francisco ao criticar a comissão de delegados à frente do caso. "Depois que esta equipe assumiu os trabalhos, nada de respostas. Queremos saber se essa comissão de delegados foi montada para investigar ou para impedir as investigações, pois, se fosse um jovem de classe alta, filho de alguém importante, o caso estaria solucionado".

Outros desaparecidos

Familiares de outros desaparecidos também estiveram presentes no ato público, como a mãe de José Augusto dos Santos, de 44 anos, que sumiu em agosto, no bairro do Santos Dumont. "Estamos esperando uma investigação. Era um homem trabalhador, inteligente, mas que estava em depressão. Porém, não acreditamos que tenha sido devido a isso", disse a mãe da vítima, Geonita Apolônia.

A família de Joneilson da Silva Barbosa, desaparecido há 126 dias, foi representada pela tia, Ilde Barbosa, durante o ato. Ele pegou uma carona e nunca mais foi visto. Parentes da vítima noticiaram o fato no 10º Distrito Policial (10º DP), mas nada foi investigado. "Pedimos para que eles vissem as imagens das câmeras da Ufal [Universidade Federal de Alagoas], por onde Joneilson e o suspeito passaram, mas não deram resposta", lamentou Ilde, citando que o sobrinho tem problemas psicológicos.

Outro caso de desaparecimento é o de Serisvaldo Roque dos Santos, de 40 anos, ocorrido há tre. Ele fugiu de uma clínica e nunca mais voltou para casa.

Com gazetaweb.com

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