OAB-SE alerta sobre rebelião em presídio de São Cristóvão

O Complexo Penitenciário Doutor Manoel Carvalho Neto em São Cristóvão, município vizinho de Aracaju (SE), é uma bomba relógio e a qualquer momento pode haver uma rebelião; o alerta é do presidente da OAB de Sergipe, Henri Clay Andrade, que há mais de um ano vem alertando as autoridades para a situação caótica do sistema prisional em seu estado

O Complexo Penitenciário Doutor Manoel Carvalho Neto em São Cristóvão, município vizinho de Aracaju (SE), é uma bomba relógio e a qualquer momento pode haver uma rebelião; o alerta é do presidente da OAB de Sergipe, Henri Clay Andrade, que há mais de um ano vem alertando as autoridades para a situação caótica do sistema prisional em seu estado
O Complexo Penitenciário Doutor Manoel Carvalho Neto em São Cristóvão, município vizinho de Aracaju (SE), é uma bomba relógio e a qualquer momento pode haver uma rebelião; o alerta é do presidente da OAB de Sergipe, Henri Clay Andrade, que há mais de um ano vem alertando as autoridades para a situação caótica do sistema prisional em seu estado (Foto: Charles Nisz)

OAB-SE - “O Complexo Penitenciário Doutor Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão, município vizinho de Aracaju (SE), é uma bomba relógio e a qualquer momento pode haver uma rebelião”.

O alerta é do presidente da OAB de Sergipe, Henri Clay Andrade que há mais de um ano vem alertando as autoridades para a situação caótica do sistema prisional em seu estado. E, segundo ele, a situação continua cada vez mais alarmante.

Após ver as imagens do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás, onde morreram vários detentos após uma rebelião, Andrade afirmou: “Em São Cristóvão, quarta cidade mais antiga do Brasil, a situação é calamitosa: absurda superlotação, nefasta degradação humana e absoluto controle do sistema prisional pelas facções criminosas".

"No entanto, nunca se gastou tanto em construção e manutenção de penitenciárias. Hoje um detento é mais caro que um estudante e no Brasil se edifica mais presídios do que escolas. Os governos gastam muito dinheiro para alimentar a escola do crime organizado. Nos presídios, ao invés de passarem por um processo de ressocialização, os presos, submetidos a condições desumanas e degradantes, aprendem a lei da sobrevivência no submundo do crime: a brutalidade com requintes de crueldade como demonstração de força e poder", lembrou.

"Está tudo errado. Esse sistema é ultrapassado e falido. E a quem interessa manter esse modelo prisional com gastos mensais de bilhões de reais? Interessa ao crime organizado e aos corruptos do colarinho branco, todos marginais de alta periculosidade. O estado brasileiro precisa urgentemente de nova e moderna política criminal, senão continuaremos vivendo em situações dantescas e em violência galopante e cada vez mais tenebrosa", completou o presidente da OAB-SE.

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