Odair deve livrar Gurgel e Policarpo do relatório

Após adiar três vezes a leitura de seu texto de mais de 4 mil páginas, o relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), decidiu recuar e deve tirar jornalistas e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, do relatório final. Tendência é encaminhar tudo para que o Ministério Público decida o que fazer, mas isso não deve melhorar a posição do relator nem dentro nem fora do PT

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Odair deve livrar Gurgel e Policarpo do relatório


247 - Depois de três tentativas frustradas de aprovar seu relatório da CPMI do Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG) deve recuar. O relator ainda tenta negociar, com muita dificuldade, um texto que possa ser, enfim, aprovado pelo plenário da comissão. Ele já decidiu tirar jornalistas, como o diretor da sucursal de Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e membros do Ministério Público, como o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, do texto final, mas enfrenta resistência dentro do partido. O novo relatório deverá ser apresentado na próxima quarta-feira.

Mesmo diante dos protestos para alterar o documento, Odair Cunha terá dificuldade para chegar a um texto de consenso que agrade tanto aos palamentares da oposição e independentes, como o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), quanto seu partido. Os pedidos de indiciamento de jornalistas e de Gurgel teriam sido, segundo a oposição, fruto de supostas pressões do PT. Odair, a princípio, teria sido contra, mas foi voto vencido.

No caso de Gurgel, o próprio alvo das operações Vegas e Monte Carlo, ex-senador Demóstenes Torres, disse que o procurador-geral prevaricou (leia mais aqui) no seu caso. Em relação aos jornalistas, há exemplos de profissionais que receberam recursos e favores da quadrilha (leia o texto "Todos os jornalistas da lista de Cachoeira"), mas, ainda assim, o relator não deve ter força para aprovar o texto. No caso de Policarpo Júnior, de Veja, o indiciamento por formação de quadrilha é defendido por um ex-diretor da própria Abril, o jornalista Paulo Nogueira (leia mais aqui). 

Recuar, para o relator, seria uma decisão inócua. Não melhoraria sua situação junto aos grandes meios de comunicação, que se uniram de forma avassaladora em defesa de Policarpo (leia o texto "Mídia proclama: somos todos Policarpos"), nem dentro do PT. O melhor seria deixar a decisão de não aprovar o relatório para o próprio plenário da comissão.

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A decisão está nas mãos de Odair Cunha.

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