Oferta de empregos cai em Pernambuco

Pernambuco fechou o mês de fevereiro com 4,3 mil empregos eliminados. Este foi o pior desempenho do Estado desde 2008, cujo resultado só foi melhor do que o Estado de Alagoas, onde houve a eliminação de 7,7 mil postos de trabalho; apesar das demissões, houve um crescimento de 2,45% em relação ao número de vagas nos últimos 12 meses, o que representou o preenchimento de 31,4 mil vagas no mercado de trabalho pernambucano

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PE247 – Pernambuco fechou o mês de fevereiro com 4,3 mil empregos eliminados. Este foi o pior desempenho do Estado desde 2008, cujo resultado só foi melhor do que o Estado de Alagoas, onde houve a eliminação de 7,7 mil postos de trabalho. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Enquanto os números em nível federal apontam para uma reação positiva do mercado de trabalho, em Pernambuco o desempenho foi provocado pelas demissões na indústria de transformação, com menos 5,8 mil empregos, no comércio (-1,2 mil) e na agropecuária (-1,1 mil). Apesar das demissões, houve um crescimento de 2,45% em relação ao número de vagas nos últimos 12 meses, o que representou o preenchimento de 31,4 mil vagas no mercado de trabalho do Estado. O destaque vai para a construção civil (2,5 mil empregos) e serviços (1,7 mil).

O relatório do Caged apontou que os municípios pernambucanos com os melhores desempenhos em fevereiro foram Recife, com saldo de 832 novos postos de trabalho, Petrolina, no Sertão (393), e Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana (292). Por outro lado, os piores resultados ficaram por conta do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, no Grande Recife, com saldo negativo de 1.118 e 533, respectivamente, e Caruaru, no Agreste (-359).

No plano nacional, o País criou 123,4 mil vagas de trabalho com carteira assinada no mês passado, um aumento de 0,31% em relação a janeiro e 18% inferior em comparação com o mesmo período de 2012 (150,6 mil).

De acordo com a pesquisa do Caged, das cinco regiões do país, apenas o Nordeste teve declínio na geração de postos de trabalho, com 15.881 desligamentos em fevereiro, o que representa uma queda de 0,25% ante o mês anterior por conta da sazonalidade do setor sucroalcooleiro. Dentre as que aumentaram, em primeiro lugar vem o Sudeste, com 66.177 novas vagas, um aumento de 0,76%. Em seguida veio o Sul, onde a geração de empregos atingiu 48.116 novas vagas (0,67%).

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, reconhece que os números indicam uma reação no mercado de trabalho. “Mas ainda é cedo para fazermos especulações”, observou.

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