Operação da PF afasta, indicia e demite funcionários em Alagoas

A Operação Capinagem, deflagrada pela Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Alagoas, resultou no afastamento de quatro servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), demissão de outros dois, além de um que foi indiciado por fraudes contra a Previdência Social; irregularidades vinham sendo investigadas desde 2010, quando houve uma auditoria interna no INSS. 27 mandados de busca e apreensão e 32 de condução coercitiva foram cumpridos nesta terça-feira (15)

A Operação Capinagem, deflagrada pela Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Alagoas, resultou no afastamento de quatro servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), demissão de outros dois, além de um que foi indiciado por fraudes contra a Previdência Social; irregularidades vinham sendo investigadas desde 2010, quando houve uma auditoria interna no INSS. 27 mandados de busca e apreensão e 32 de condução coercitiva foram cumpridos nesta terça-feira (15)
A Operação Capinagem, deflagrada pela Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Alagoas, resultou no afastamento de quatro servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), demissão de outros dois, além de um que foi indiciado por fraudes contra a Previdência Social; irregularidades vinham sendo investigadas desde 2010, quando houve uma auditoria interna no INSS. 27 mandados de busca e apreensão e 32 de condução coercitiva foram cumpridos nesta terça-feira (15) (Foto: Voney Malta)
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Alagoas247 - A Operação Capinagem, deflagrada nesta manhã, pela Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Alagoas, resultou no afastamento de quatro servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), demissão de outros dois, além de um que foi indiciado por fraudes contra a Previdência Social. Mais um servidor foi levado para a sede da instituição para ser ouvido. Em entrevista coletiva, delegados da PF no estado apresentaram detalhes do esquema.

Segundo informações da PF, as irregularidades vinham sendo investigadas desde 2010, quando houve uma auditoria interna no INSS. Ao todo, 27 mandados de busca e apreensão e 32 de condução coercitiva foram cumpridos nesta terça-feira. Os envolvidos devem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, estelionato e prevaricação, podendo pegar até 20 anos de prisão. 

"A fraude contava com o envolvimento de beneficiários, presidentes de sindicatos rurais e servidores previdenciários. Havia a cooptação de pessoas que apresentavam documentação falsa no INSS para conseguir benefícios. Ao todo, um prejuízo de R$ 2,3 milhões ao INSS e R$ 2,8 milhões não foram fraudados devido ao trabalho da polícia", informou o delegado Francisco Marques, de Repressão aos Crimes Previdenciários.

Além de Marques, comandaram a coletiva de imprensa os delegados Bernardo Gonçalves, superintendente da PF em Alagoas, e Fábio Maia, de Combate ao Crime Organizado.

Eles divulgaram que, ao todo, 61 pessoas foram ouvidas até o momento neste inquérito específico. A operação contou com cerca de 120 agentes em Alagoas para o cumprimento das ordens judiciais. Participaram ainda policiais federais da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. A ação contou com o envolvimento de uma ex-presidente do sindicato rural de Olho d'Água das Flores e do presidente do sindicato rural de Santana do Ipanema.

Os mandados foram cumpridos nos municípios de Olho d'Água das Flores, Arapiraca, Maceió, Jaramataia, Poço das Trincheiras, União dos Palmares, Porto Calvo, São Miguel dos Campos, Coruripe, Santana do Ipanema e outras cidades. Até agora 40 benefícios foram analisados.

Segundo o delegado Francisco Marques, o inquérito será concluído até o final de janeiro e encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). Foram falsificadas certidões de nascimento, de óbito, casamento e concessão de benefícios. 

Com gazetaweb.com

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