Operação Stellio: 30 pessoas são presas no TO

O delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, Luiz Felipe Felipe da Silva, informou que cada um dos ex-funcionários da Caixa, além de ex-agentes e agentes do Sine, tinha uma função no grupo que cometia fraudes contra programa de seguro-desemprego e FGTS no Tocantins e em mais  seis estados; Goiás, Pará, Maranhão, Roraima, Paraná e Santa Catarina; no Tocantins 30 foram presos como alvos da Operação Stellio; o chefe da quadrilha foi capturado em Goiânia; o principal auxiliar dele foi preso em uma casa, em Palmas. Segundo as investigações, a suspeita é que o grupo tenha causado um prejuízo de R$ 320 milhões

O delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, Luiz Felipe Felipe da Silva, informou que cada um dos ex-funcionários da Caixa, além de ex-agentes e agentes do Sine, tinha uma função no grupo que cometia fraudes contra programa de seguro-desemprego e FGTS no Tocantins e em mais  seis estados; Goiás, Pará, Maranhão, Roraima, Paraná e Santa Catarina; no Tocantins 30 foram presos como alvos da Operação Stellio; o chefe da quadrilha foi capturado em Goiânia; o principal auxiliar dele foi preso em uma casa, em Palmas. Segundo as investigações, a suspeita é que o grupo tenha causado um prejuízo de R$ 320 milhões
O delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, Luiz Felipe Felipe da Silva, informou que cada um dos ex-funcionários da Caixa, além de ex-agentes e agentes do Sine, tinha uma função no grupo que cometia fraudes contra programa de seguro-desemprego e FGTS no Tocantins e em mais  seis estados; Goiás, Pará, Maranhão, Roraima, Paraná e Santa Catarina; no Tocantins 30 foram presos como alvos da Operação Stellio; o chefe da quadrilha foi capturado em Goiânia; o principal auxiliar dele foi preso em uma casa, em Palmas. Segundo as investigações, a suspeita é que o grupo tenha causado um prejuízo de R$ 320 milhões (Foto: Leonardo Lucena)

Tocantins 247 - O delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, Luiz Felipe Felipe da Silva, informou que cada um dos ex-funcionários da Caixa, além de ex-agentes e agentes do Sine, tinha uma função no grupo que cometia fraudes contra programa de seguro-desemprego e FGTS no Tocantins e em mais Goiás, Pará, Maranhão, Roraima, Paraná e Santa Catarina. De acordo com as investigações, os ex-funcionários do banco liberavam Cartões do Cidadão para que os membros da organização fizessem saques fraudulentos do seguro-desemprego. Foram cumpridos 136 mandados em sete estados, sendo 70 de prisões. No Tocantins, 30 foram presos, sendo dois funcionárias da Caixa e dois do Sine. O chefe da quadrilha foi capturado em Goiânia. O principal auxiliar dele foi preso em uma casa, em Palmas. Segundo as investigações, a suspeita é que o grupo tenha causado um prejuízo de R$ 320 milhões. s fraudes foram constatadas entre os anos de 2014 e 2015.

"Eles cooptavam os agentes credenciados do Sine, conseguiam a senha, entravam no sistema e faziam as inserções de requerimentos de seguro-desemprego fraudulentos. Também arregimentavam laranjas, muitos do Tocantins, e de outros estados para sacar os valores", afirmou o delegado. 

Com o dinheiro fraudado, o grupo fazia lavagem de dinheiro, comprando propriedades rurais, gado e outros bens de alto valor, como carros de luxo e casas, de acordo com a polícia.

Segundo a PF, funcionários que trabalhavam nos caixas deixavam membros da organização fazerem os saques. No Pará, a polícia apreendeu 300 cartões com um suspeito.

Foram presos 14 agentes e ex-agentes do Sine, sendo que dois são do Tocantins, sete de Goiás e cinco do Maranhão. Dos funcionários da Caixa presos, dois são do estado e um do Maranhão.

Em relação às fraudes no FGTS, o delegado informou e que os criminosos conseguiam dados da empresa e informações sobre os empregados. Depois tinham acesso ao canal eletrônico da Caixa e liberavam o FGTS dos trabalhadores. Também falsificavam documentos para fazer os saques.

Silva disse ainda que uma construtora tocantinense foi alvo da organização. "Teve uma grande construtora do Tocantins, que eles pegaram uma relação de empregados de uma obra bem considerável, e sacaram o FGTS de todos eles", contou. O delegado não informou a quantidade de funcionários vítimas da quadrilha.

No caso das fraudes contra empresas de consórcios, o delegado disse que os criminosos conseguiam a senha do grupo de empresas que promoviam consórcios e verificavam quais tinham sido encerrados. Em uma segunda etapa eles identificavam quais valores os clientes tinham para sacar, abriam conta no nome deles e sacavam o valor de forma antecipada, o que afetava tanto os clientes, quanto para as empresas.

"A PF passou a investigar esta modalidade porque, para permitir essas fraudes, eles fizeram a abertura de diversas contas com documentos falsos na Caixa, que comunicou posteriormente a polícia. Identificamos que era o mesmo grupo, a mesma organização criminosa".

Em nota, a Secretaria do Trabalho e Assistência Social (Setas) afirmou que a secretária Patrícia Rodrigues do Amaral não foi comunicada oficialmente se existem servidores estaduais envolvidos nas acusações. Segundo o G1, a pasta também informou que fez um levantamento em todos os Sines administrados pelo Setas e ficou constatado que os servidores dos departamentos citados na operação compareceram aos seus postos de trabalho normalmente nesta quinta-feira.

A pasta afirmou que condena qualquer fraude ou ato ilícito na administração pública, e se houver envolvimento dos servidores estaduais, a secretaria coloca-se à disposição da Justiça para as investigações.

A PF informou que o nome operação vem do latim stellionatu, estelionato, fraude, que veio de stellio, um tipo de camaleão que tem a pele com manchas parecidas com estrelas. Stellio ganhou o sentido de trapaceiro, pela capacidade do animal de mudar a cor da pele para se confundir com o ambiente.

 

 

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