Oposição vê tentativa de obstrução de investigação em morte de empresário

A apuração sobre a morte de Paulo César Barros Morato, apontado como um dos testas de ferro do esquema investigado pela Operação Turbulência, que apura o pagamento de propinas a campanhas eleitorais incluindo a de reeleição do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) em 2010, pode ser federalizada; partidos de oposição suspeitam que tenha havido tentativa de obstruir os trabalhos de investigação uma vez que os peritos papiloscopistas teriam sido impedidos de fazer a perícia no quarto de motel onde o corpo do empresário foi encontrado; jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, questiona a ausência de perícia: "Cadê o Janot?"

A apuração sobre a morte de Paulo César Barros Morato, apontado como um dos testas de ferro do esquema investigado pela Operação Turbulência, que apura o pagamento de propinas a campanhas eleitorais incluindo a de reeleição do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) em 2010, pode ser federalizada; partidos de oposição suspeitam que tenha havido tentativa de obstruir os trabalhos de investigação uma vez que os peritos papiloscopistas teriam sido impedidos de fazer a perícia no quarto de motel onde o corpo do empresário foi encontrado; jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, questiona a ausência de perícia: "Cadê o Janot?"
A apuração sobre a morte de Paulo César Barros Morato, apontado como um dos testas de ferro do esquema investigado pela Operação Turbulência, que apura o pagamento de propinas a campanhas eleitorais incluindo a de reeleição do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) em 2010, pode ser federalizada; partidos de oposição suspeitam que tenha havido tentativa de obstruir os trabalhos de investigação uma vez que os peritos papiloscopistas teriam sido impedidos de fazer a perícia no quarto de motel onde o corpo do empresário foi encontrado; jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, questiona a ausência de perícia: "Cadê o Janot?" (Foto: Paulo Emílio)

247 - A apuração sobre a morte de Paulo César Barros Morato, apontado como um dos testas de ferro do esquema investigado pela Operação Turbulência, que apura o pagamento de propinas a campanhas eleitorais incluindo a de reeleição do ex-governador Eduardo Campos (PSB) em 2010 e à Presidência, em 2014, pode ser federalizada. Partidos de oposição suspeitam que tenha havido tentativa de obstruir os trabalhos de investigação uma vez que os peritos papiloscopistas teriam sido impedidos de fazer a perícia no quarto de motel onde o corpo do empresário foi encontrado.

Nesta segunda-feira (27), membros da bancada de posição da Assembleia Legislativa de Pernambuco pedirão esclarecimentos ao secretário de defesa Social, Alessandro Carvalho, e ao governador Paulo Câmara (PSB). "Vamos esperar que o governo se pronuncie. Se isso não ocorrer, vamos acionar o Ministério Público Federal e Polícia Federal para que esse processo seja tratado da forma mais transparente possível, porque a sociedade cobra explicações sobre o caso", disse o líder da bancada de oposição, Silvio Costa Filho (PRB).

O caso ganhou ares ainda mais pesados após o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) divulgar nota afirmando que irá acionar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que seja aberta uma investigação sobre a denúncia de que os papiloscopistas teriam sido impedidos de realizar a perícia no quarto do motel onde o corpo do empresário foi encontrado. "Os peritos foram ao motel quinta-feira (23) pela manhã colher impressões digitais, procedimento de rotina em todo crime para definir quantas pessoas estavam no local, mas disseram que havia ordem da SDS para eles recuarem, sem nenhuma justificativa", disse o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros.

Por meio de nota, a SDS afirmou que as perícias necessárias foram realizadas na noite da última quarta-feira (22), quando o corpo foi encontrado. Morato era apontado pela Polícia Federal como o proprietário de uma empresa de terraplanagem que teria recebido R$ 18,4 milhões da empreiteira OAS. O dinheiro, segundo agentes da Operação Turbulência, teria sido desviado de obras da Transposição do Rio São Francisco para campanhas eleitorais ligadas ao ex-governador Eduardo Campos.

O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, questiona a ausência de perícia sobre a morte do empresário: "Cadê o Janot?". Leia abaixo seu texto:

Morte de “laranja” do jatinho de Campos não teve perícia. Cadê o Janot?

O caso é federal, porque versa sobre desvio de verbas de obras federais para, supostamente, abastecer a campanha da chapa Eduardo Campos-Marina Silva.

Portanto, é obrigação da Procuradoria Geral da República zelar para que não haja obstrução das investigações.

É gravíssima a denúncia do  Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, no Estadão, de que pode haver “interferência política” nas investigações da morte do empresário Paulo César Morato, que foi encontrado morto em um motel em Olinda, região metropolitana do Recife, um dia após a deflagração da Operação Turbulência.  Morato, que estava foragido,  seria um dos empresários envolvido no esquema de desvio de recursos para alimentar campanhas do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e a perícia da cena do encontro de seu corpo não teria sido devidamente periciada.

“A diretoria do Sinpol tomou conhecimento que peritos papiloscopistas (…) foram impedidos de realizar perícia no quarto do motel Tititi, onde foi encontrado o corpo do empresário Paulo César de Barros Morato”, diz o sindicato em nota. A tentativa de perícia aconteceu na última quinta-feira, 23. “São muitas questões graves que envolvem o episódio, sobretudo por se tratar de uma testemunha que aparece misteriosamente morta, pouco depois de ter sua prisão preventiva decretada”, pontua o comunicado.

O texto diz ainda que “beiramos o fascismo ou qualquer outro regime ditatorial quando o Estado se ‘autossabota’ para atender interesses políticos e particulares, favorecendo a corrupção e a ocultação de graves crimes”.

A polícia estadual, recorde-se, está sob o comando do governo do PSB campista, com Paulo Câmara, que tem também um representante no Governo Temer, o deputado Fernando Filho, filho de Fernando Bezerra Coelho, apontado também como beneficiário dos desvios de recursos que teria sido patrocinado pelo ex-governador.

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