Os motivos da desistência de Vilela de disputar o Senado

O anúncio feito nas redes sociais pelo próprio ex-governador de Alagoas, Teotonio Vilela (PSDB), de que desistiu de sua candidatura ao Senado produziu a maior “bomba política” em Alagoas desde o início do ano; nos bastidores são listadas várias causas: pressão familiar, garantia dos advogados de que as chances de prisão ou condenação são pequenas, falta de dinheiro por causa da crise do setor sucroenergético, entre outras

Marcelo Palmeira visita Teo Vilela Foto: Pei Fon/ Secom Maceió
Marcelo Palmeira visita Teo Vilela Foto: Pei Fon/ Secom Maceió (Foto: Voney Malta)

Por Cada Minuto/Coluna Labafero - Enquanto todos “brincavam” o carnaval, o ex-governador Téotônio Vilela Filho produziu a maior “bomba política” em Alagoas desde o início do ano. A desistência de sua candidatura ao Senado, além de praticamente anunciar que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, será mesmo candidato ao governo.

Esta coluna foi atrás dos bastidores que culminaram nesta decisão, são eles;

1. Pressão Familiar - A filha e a esposa do ex-governador pressionaram muito Teotônio a sair da política. As duas já haviam “engolido” a última candidatura de Téo, e ele tinha prometido que não seria candidato mais. A pressão foi muito forte após a operação da PF que investigou o ex-governador, e acabou sendo definitiva na escolha de Vilela.

2. Garantia dos Advogados - Uma das questões sobre a candidatura , ou não, de Téo Vilela ao senado, ou a Câmara Federal, era sobre a necessidade do mandato para a proteção do ex-governador. Os advogados do ex-governador garantiram a ele que as chances de prisão, ou condenação rápida são muito pequenas. E não é só isso, tanto os advogados, como o ex-governador acreditam que o “foro privilegiado” deve cair, e deixar de ser prerrogativa para qualquer problema jurídico que Téo possa enfrentar

3. Sem mandato e sem dinheiro - Não é segredo que um dos grandes financiadores do ex-governador sempre foi o setor usineiro. Com as dificuldades deste setor, a capacidade de financiamento eleitoral seria muito reduzida, e afeta diretamente a candidatura de Téo. Soma-se a isso o fato, de por estar sem mandato, Téo não teria, ao contrário dos adversários, obras para inaugurar ou emendas parlamentares para atrair prefeitos e lideranças, deixando Téo atrás dos demais candidatos na disputa

4. A vaga na Câmara Federal e a questão Pedro Vilela - Téo foi incentivado por um grupo de amigos a se candidatar a um lugar na Câmara Federal, ao invés do Senado. Em nenhum momento o ex-governador se “animou’ com essa possibilidade. Primeiro ele conhece os bastidores de Brasília, como ninguém, e não estaria disposto a encerrar sua carreira política como deputado federal, além disso existe a questão do seu sobrinho, Pedro Vilela, atual mandatário de um cargo de deputado federal. A candidatura de Téo atrasaria o desenvolvimento político de Pedro, que ficaria sem mandato. Téo disse mais de uma vez a interlocutores que o PSDB local precisaria de renovação. E isto só seria possível com o protagonismo de Rui Palmeira, Rodrigo Cunha e Pedro Vilela

 

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