Pacto de não pichação vira promessa de candidato

Prefeituráveis de Salvador deixam de cumprir acordo para limpeza de muros e não pichação de novas edificações na cidade; paredes ainda estão marcadas com carimbos da eleição

Pacto de não pichação vira promessa de candidato
Pacto de não pichação vira promessa de candidato (Foto: Divulgação)

Bahia 247 com Tribuna da Bahia

Após anunciarem aos quatro cantos o pacto para limpeza de muros e a não pichação de novas edificações em Salvador, parece que tudo ficou apenas na promessa. Depois de instados a reduzir a poluição visual pelo candidato do PMDB, Mário Kertész, que anunciou ter pedido para acabarem com os muros pintados com seu nome ou com identificações de sua coligação nas eleições majoritárias, os prefeituráveis ainda deixam as paredes da capital baiana marcadas com os carimbos da eleição.

Outro postulante ao Palácio Thomé de Souza que adotou postura semelhante à de Kertész e suspendeu a pintura de novos muros foi o petista Nelson Pelegrino. Segundo a assessoria do candidato, desde que houve um pacto pela imprensa para reduzir a poluição visual durante a campanha eleitoral, a coordenação geral solicitou que não fossem envidados esforços para a pichação de muros.

Nos próximos dias, a campanha de Pelegrino promete iniciar a cobertura de branco nas áreas já pintadas – independente da formalização de um pacto com os demais candidatos ou não, conforme frisa o grupo ligado ao candidato do PT. Enquanto isso, a cidade continua com pinturas da coligação majoritária encabeçada por Pelegrino.

De acordo com a assessoria do candidato ACM Neto, o democrata já havia se comprometido a não pintar muros caso houvesse o pacto entre todos os candidatos. Na semana passada ele havia lembrado ainda que defendeu (sem sucesso) na Câmara Federal, durante a votação da minirreforma eleitoral, que fosse proibida a pintura de muros nas eleições.

O candidato Márcio Marinho (PRB), também na semana passada, havia entregue ao procurador Regional Eleitoral, Sidney Madruga, uma Carta Compromisso "Por uma Campanha Limpa", como gesto de sua preocupação com a lisura da disputa eleitoral. Na carta consta, inclusive, "o sincero propósito de realizar atos de campanha em conformidade com o Ordenamento Jurídico Eleitoral".

Primeiro a lançar a proposta de não pintura dos muros, Kertész segue utilizando as redes sociais como ponte para que os eleitores denunciem a existência de espaços pintados com seu nome. "É totalmente incoerente eu me propor a administrar a cidade e, para alcançar isso, ter que sujá-la.

Mas, claro que não posso deixar de lamentar a falta de coerência dos outros candidatos, que não aproveitaram a oportunidade para fazer o mesmo", alfinetou o peemedebista.

As campanhas dos 1.202 candidatos a vereadores, entretanto, ainda não sofreram qualquer alteração quanto à pintura de muros. Falta às coligações estenderem o pacto de não pichação aos postulantes a uma vaga na Câmara Municipal.

 

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