Para Armando, Campos tenta desconstruir o PT

O senador e pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PTB, Armando Monteiro Neto, afirmou que ao contrário do ex-governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), o seu discurso não tenta desconstruir uma administração da qual fez parte até pouco tempo; “Eu não me sentiria bem em fazer uma desconstrução de um governo do qual eu participei até ontem, até outubro do ano passado”, afirmou Armando referindo-se ao fato do PSB ter desembarcado da base do governo Dilma somente no final do ano passado

O senador e pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PTB, Armando Monteiro Neto, afirmou que ao contrário do ex-governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), o seu discurso não tenta desconstruir uma administração da qual fez parte até pouco tempo; “Eu não me sentiria bem em fazer uma desconstrução de um governo do qual eu participei até ontem, até outubro do ano passado”, afirmou Armando referindo-se ao fato do PSB ter desembarcado da base do governo Dilma somente no final do ano passado
O senador e pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PTB, Armando Monteiro Neto, afirmou que ao contrário do ex-governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), o seu discurso não tenta desconstruir uma administração da qual fez parte até pouco tempo; “Eu não me sentiria bem em fazer uma desconstrução de um governo do qual eu participei até ontem, até outubro do ano passado”, afirmou Armando referindo-se ao fato do PSB ter desembarcado da base do governo Dilma somente no final do ano passado (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O senador e pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PTB, Armando Monteiro Neto, afirmou que ao contrário do ex-governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), o seu discurso não tenta desconstruir uma administração da qual fez parte até pouco tempo. De acordo com o parlamentar, Campos cumpriu seu papel enquanto governador, mas o Estado ainda tem muito a fazer, principalmente na área da educação. O senador defendeu ainda um aumento nos investimentos para a educação pública e voltou a afirmar que o PSB tem um "preconceito relativo" com os empresários.

“Eu não me sentiria bem em fazer uma desconstrução de um governo do qual eu participei até ontem, até outubro do ano passado”, afirmou Armando, nesta quinta-feira (5), durante sabatina realizada pelo Portal Uol em parceria com a Folha de S. Paulo e o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, em referência ao fato do PSB ter feito parte da base do governo da presidente Dilma até cerca de seis meses atrás. “Campos cumpriu seu papel, fez uma gestão positiva. Mas Pernambuco ainda tem muito a avançar, principais nos índices sociais”, declarou Armando, acrescentando que vai exaltar o que foi feito de bom no governo, mas que também vai criticar o que precisa ser criticado.

Como exemplo, o senador condenou a gestão socialista estadual na questão da educação, defendendo um aumento dos investimentos para o setor. “Se existe um Fundo Estadual de Municípios [FEM] para os projetos municipais, por que não ampliar isso para a educação? Por que não fazer um FEM da educação?”, questionou o parlamentar. Armando também afirmou que, caso seja eleito, pretende enxugar a máquina pública para investir mais dinheiro no setor educacional. “Eu me recordo de uma época na qual as escolas públicas eram referência. Temos que trazer isso de volta”, afirmou.

Apesar de elogiar alguns aspectos da administração de Campos à frente do Governo de Pernambuco, Armando voltou a afirmar que o PSB “gosta de patrões”, citando inclusive os ex-socialistas Paulo Skaf [atual presidente da Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp)] e José Batista Júnior, o Júnior Friboi. “O PSB aprecia patrões. Quando o empresário é aliado, é moderno, progressista. Quando é adversário, vira patrão. É lamentável que encontremos exemplos desse velho preconceito na ‘Nova Política'. É só ver o exemplo do Paulo Skaf e do Júnior Friboi, que eram do PSB até ontem”, criticou.

Ao comentar acerca das articulações políticas, Armando afirmou que ofereceu o espaço de vice-governador na chapa trabalhista ao PDT e não ao PP, e negou que estaria negociando com os dois partidos ao mesmo tempo. “Não é segredo que oferecemos a vice para o PDT. Cada partido tem seu tempo para fazer essas articulações, então estamos aguardando essa decisão. Mas tenho confiança de que fecharemos nossa chapa”, afirmou.

No cenário nacional, Armando exaltou a aliança feita com a presidente Dilma Rousseff (PT), que vem sofrido variações de popularidade nas últimas pesquisas. “Independentemente das flutuações de popularidade, estaremos com o governo mesmo nos momentos difíceis. Até porque defender o governo quando a popularidade está alta é fácil”, declarou, em uma crítica velada à Campos, que se afastou do governo de Dilma no segundo semestre do ano passado para adotar uma postura crítica ao governo.

Ao falar sobre a polêmica que cerca a o apoio de prefeitos petebistas à candidatura de Paulo Câmara (PSB), Armando reiterou a denúncia de que o governo teria oferecido algum tipo de premiação para os gestores que mudassem de lado. “Eu disse e afirmo que houve um processo de cooptação porque as pessoas falavam isso publicamente. Foi oferecido um prêmio em forma de ajuda para os gestores ‘infiéis’”, afirmou.

Armando foi o terceiro candidato ao Governo de Pernambuco a ser sabatinado. No último dia 22 de maio, o pré-candidato José Gomes (Psol) foi o convidado. Já no dia 29, foi a vez de Paulo Câmara (PSB). 

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