Para Erundina, objetivo do PSB é conquistar o poder

A ex-prefeita de São Paulo e deputada federal, Luiza Erundina, aposta nas candidaturas de Eduardo Campos à Presidência da República e Lídice da Mata ao governo da Bahia em 2014, independente dos humores petistas. Para Erundina, o PSB tem um projeto de poder, portanto, não há mais como manter os socialistas como meros apoiadores do PT.

Para Erundina, objetivo do PSB é conquistar o poder
Para Erundina, objetivo do PSB é conquistar o poder

Bahia247 - Uma dos nomes mais conhecidos no Brasil pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina revelou ao bocaonews.com.br, durante evento sobre comunicação organizado pelo Governo do Estado da Bahia, em Salvador, que o PSB tem o objetivo de conquistar o poder.

Por conta das boas relações que mantém com os petistas, a ex-prefeita não se nega a avaliar o quadro político atual e as perspectivas para as eleições de 2014. Para Erundina, o momento do PSB nacional e estadual chegou e não pode mais ser revertido.

Ela considera que as próprias manifestações de rua seriam uma exigência do PSB se posicionar em relação ao futuro do Brasil. "A realidade está dada, o partido tem que se posicionar diante dela, e uma das possibilidades é o partido ter candidatura própria, e esse nome é o governador de Pernambuco. Nos falta construir um projeto de nação, político, que vá para além de quatro, oito anos e dialogar com a sociedade", disse Erundina.

Luiza Erundina avalia que tanto as candidaturas de Lídice da Mata ao governo da Bahia quanto à de Eduardo Campos como presidente acontecerão no ano que vem independente dos humores petistas. Ela atesta inclusive que não há mais condição de manter os socialistas como meros apoiadores do PT em todo o Brasil, pois constituir um partido político tem como objetivo conquistar o poder. “Senão, é um clube de amigos”.

 “(O PSB nos últimos anos) foi uma das forças mais fieis ao PT e esse papel de figurante tem prazo de validade limitado, já se esgotou”, atestou a deputada. As manifestações nas ruas do último mês, na sua interpretação, também pedem ao partido que tome um posicionamento diante da atual conjuntura política brasileira, de preferência para pensar o país além de períodos de eleição-reeleição de oito anos, com debate real com a sociedade.

 

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