Para Kotscho, Eduardo Campos “chuta o balde”

"Guerra eleitoral já começou", escreve o jornalista Ricardo Kotscho, para quem o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos "chuta o balde" ao fazer críticas do tipo "O Brasil não quer mais Dilma" e "Dilma já está de aviso prévio"

"Guerra eleitoral já começou", escreve o jornalista Ricardo Kotscho, para quem o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos "chuta o balde" ao fazer críticas do tipo "O Brasil não quer mais Dilma" e "Dilma já está de aviso prévio"
"Guerra eleitoral já começou", escreve o jornalista Ricardo Kotscho, para quem o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos "chuta o balde" ao fazer críticas do tipo "O Brasil não quer mais Dilma" e "Dilma já está de aviso prévio" (Foto: Gisele Federicce)
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247 - O governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência, Eduardo Campos, "resolveu deixar de lado seu jeitão de nordestino cordato" e partiu para a "guerra eleitoral", escreveu nesta segunda-feira o jornalista Ricardo Kotscho, em seu blog no R7. Para ele, Campos "chuta o balde" ao fazer críticas contra a presidente Dilma Rousseff do tipo "O Brasil não quer mais Dilma" e "Dilma já está de aviso prévio". Leia abaixo seu artigo:

Eduardo Campos chuta o balde ao atacar Dilma

"O Brasil não quer mais Dilma".

"Dilma já está de aviso prévio".

O autor dos disparos acima é o presidenciável Eduardo Campos, do PSB, que nos últimos dias resolveu mudar de tática e resolveu chutar o balde ao atacar diretamente a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição.

Há meses empacado nas pesquisas, o candidato da chamada "terceira via", que vinha fazendo uma dobradinha de oposição light com Aécio Neves, do PSDB, resolveu deixar de lado seu jeitão de nordestino cordato, sempre disposto a aparar arestas políticas com uma boa conversa. No último fim de semana, viajando pelo interior de Pernambuco, Eduardo mostrou a nova face da sua campanha.

Em Nazaré da Mata, o governador pernambucano foi direto ao assunto: "Não dá mais para ter quatro anos de Dilma que o Brasil não aguenta. O Brasil não aguenta e o povo brasileiro sabe disso. É no Brasil inteiro". Para ele, a adversária que lidera as pesquisas "acha que sabe de tudo, mas não sabe é de nada".

Eduardo Campos subiu ainda mais o tom ao falar na manhã desta segunda-feira para um auditório lotado na Associação Comercial de São Paulo, tradicional reduto conservador. "O arranjo políitco de Brasília já deu o que tinha que dar (...). Eu poderia esperar até 2018, mas acho que nosso país não aguenta esperar".

Bastante aplaudido, o candidato repetiu críticas que os empresários vêm fazendo ao governo: "Para os agentes econômicos fica a impressão de que falta um olhar de longo prazo. Para onde estamos indo, o que vamos fazer?, perguntou, sem dar nem esperar respostas.

Até aqui vendido pelos marqueteiros como candidato da "nova política", uma opção à velha disputa entre PT e PSDB, Eduardo Campos foi apresentado aos empresários paulistas por ninguém menos do que Jorge Bornhausen, o mais vistoso símbolo do que há de mais reacionário na política brasileira, ex-expoente da Arena, do PDS e do PFL, um cacique que foi ministro de Fernando Collor e tinha muita força no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Hoje sem mandato, Bornhausen é agora o mais forte aliado de Eduardo Campos, depois de Marina Silva, que deve ser a sua vice da chapa do PSB. Se Marina já rodou o xale ao saber que Ronaldo Caiado estava na aliança, dá para imaginar como deve ter gostado da chegada do companheiro Bornhausen e da adesão de Roberto Freire, Heráclito Fortes, Inocêncio de Oliveira, etc. Nova política? Assim, o que vai sobrar para Aécio Neves?

O novo estilo belicoso do presidenciável socialista, que rompeu recentemente com o governo do PT, certamente tem muito a ver com a forma Jorge Bornhausen de fazer política. Pelo jeito, a guerra eleitoral já começou.

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