Patrus: ‘prisão de Mantega aumenta incerteza sobre a democracia’

Deputado Patrus Ananias (PT-MG) criticou a força-tarefa da 'Lava Jato', que prendeu o ex-ministro Guido Mantega enquanto ele acompanhava uma cirurgia da sua esposa; segundo o parlamentar, "a arrogância" da ação aponta "perigosamente para uma ruptura completa com o estado democrático de direito"; "Já estamos em um estado no qual as exceções se multiplicam, várias delas amparadas por decisões ou omissões judiciárias. O braço armado da PF, a ação sem limites dos procuradores do Ministério Público e a ausência de contrapeso para algumas ações judiciais aumentam a incerteza sobre a democracia"

Deputado Patrus Ananias (PT-MG) criticou a força-tarefa da 'Lava Jato', que prendeu o ex-ministro Guido Mantega enquanto ele acompanhava uma cirurgia da sua esposa; segundo o parlamentar, "a arrogância" da ação aponta "perigosamente para uma ruptura completa com o estado democrático de direito"; "Já estamos em um estado no qual as exceções se multiplicam, várias delas amparadas por decisões ou omissões judiciárias. O braço armado da PF, a ação sem limites dos procuradores do Ministério Público e a ausência de contrapeso para algumas ações judiciais aumentam a incerteza sobre a democracia"
Deputado Patrus Ananias (PT-MG) criticou a força-tarefa da 'Lava Jato', que prendeu o ex-ministro Guido Mantega enquanto ele acompanhava uma cirurgia da sua esposa; segundo o parlamentar, "a arrogância" da ação aponta "perigosamente para uma ruptura completa com o estado democrático de direito"; "Já estamos em um estado no qual as exceções se multiplicam, várias delas amparadas por decisões ou omissões judiciárias. O braço armado da PF, a ação sem limites dos procuradores do Ministério Público e a ausência de contrapeso para algumas ações judiciais aumentam a incerteza sobre a democracia" (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - O deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) disparou duras críticas à força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), que prendeu o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega enquanto ele acompanhava uma cirurgia da sua esposa, em São Paulo - horas depois o juiz Sérgio Moro revogou a prisão. De acordo com o parlamentar, a arrogância da ação contra o ex-ministro Guido Mantega, em momento de fragilidade cruel, aponta perigosamente para uma ruptura completa com o estado democrático de direito".

"Procedimentos mínimos de respeito humano estão sendo negados. Já estamos em um estado no qual as exceções se multiplicam, várias delas amparadas por decisões ou omissões judiciárias. O braço armado da PF, a ação sem limites dos procuradores do Ministério Público e a ausência de contrapeso para algumas ações judiciais aumentam a incerteza sobre a democracia", diz a nota.

Segundo o deputado, há "o espetáculo do ódio, iluminado em praça pública". "Somente aqueles cegos pela venda da raiva de classes não verão isso. As acusações atuais nada têm de justiça, e já dispensam qualquer verniz de legalidade para esconder suas reais intenções destrutivas. São atos de ódio que agora exibem sua realidade plena. Assim se desfaz a Justiça, assim se expõe o fascismo".

Moro revogou dizendo que, "sem embargo da gravidade dos fatos em apuração, noticiado que a prisão temporária foi efetivada na data de hoje quando o ex-Ministro acompanhava o cônjuge acometido de doença grave em cirurgia". "Tal fato era desconhecido da autoridade policial, MPF e deste Juízo. Segundo informações colhidas pela autoridade policial, o ato foi praticado com toda a discrição, sem ingresso interno no Hospital", afirmou.

Batizada de Arquivo-X, a atual fase da Lava Jato investiga a contratação, pela Petrobras, de empresas para a construção de duas plataformas de exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas Floating Storage Offloanding (FSPO´s). Segundo a PF, a Mendes Júnior e OSX, de Eike Batista, se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas, mesmo sem experiência, estrutura ou preparo para tanto.

Segundo as investigações, houve fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da Petrobras. O ex-ministro Guido Mantega foi preso.

Leia a nota na íntegra:

Eu aprendi que a Justiça é uma senhora, uma quase deusa, de olhos vendados e com a balança em equilíbrio. Não tem posição. Julga todos de maneira imparcial.

Eu estou descobrindo hoje que a Justiça no Brasil tem um olho aberto e que a balança pesa para um lado. Só querem ver um lado. Não pensam em outra coisa que não seja atingir o ex-presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores e a esquerda brasileira, independentemente de provas e sem sequer o trabalho de construir acusações fundamentadas.

A campanha de linchamento moral contra Lula e o PT já corre há mais de uma década. O boato foi erguido à altura de motivo. A mentira virou prova cabal antes mesmo de investigação. O espetáculo de achismos - péssimo espetáculo - foi transformado em acusação oficial. Se não existe acusação para condenar o PT ou Lula, o depoimento sequer é validado.

Quando o juiz Sergio Moro aceita a denúncia contra Lula afirmando a própria fragilidade de fundamentação da acusação, não resta espaço para falar de imparcialidade. A farsa é desmontada nas palavras daquele que pré-julga, como quem diz "não temos o bastante mas iremos acusar mesmo assim".

Que justiça resta? É possível falar em justiça? O verniz da "justiça" escorre em definitivo nessas afirmações.

É o espetáculo do ódio, iluminado em praça pública. Somente aqueles cegos pela venda da raiva de classes não verão isso. As acusações atuais nada têm de justiça, e já dispensam qualquer verniz de legalidade para esconder suas reais intenções destrutivas. São atos de ódio que agora exibem sua realidade plena.

Assim se desfaz a Justiça, assim se expõe o fascismo.

A arrogância da ação de hoje contra o ex-ministro Guido Mantega, em momento de fragilidade cruel, aponta perigosamente para uma ruptura completa com o estado democrático de direito.
Procedimentos mínimos de respeito humano estão sendo negados. Já estamos em um estado no qual as exceções se multiplicam, várias delas amparadas por decisões ou omissões judiciárias.

O braço armado da PF, a ação sem limites dos procuradores do Ministério Público e a ausência de contrapeso para algumas ações judiciais aumentam a incerteza sobre a democracia.

Então, é importante neste momento que as forças democráticas, que as pessoas comprometidas com a justiça, se coloquem de pé para resistirmos a esta estranha ditadura de setores do Poder Judiciário, com apoio de setores do Ministério Público e com o apoio armado de setores da Polícia Federal.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247