Paulo Garcia azeita a máquina

Os próximos dois anos da administração petista acontecem sob o signo das eleições gerais de 2014, quando entram no debate a sucessão da presidenta Dilma Roussef (PT) e do governador Marconi Perillo (PSDB)

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Quem quer paz se prepara para guerra, diz o ditado. O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), não está em guerra, mas trouxe para si um exército que tem capacidade de fogo. A escolha dos secretários para o próximo quadriênio de administração demonstra sensibilidade política e uma leitura correta da correlação de forças.

Do ponto de vista de seu partido, o PT, Paulo Garcia soube prestigiar todas as correntes internas.  A  Articulação majoritária em Goiânia, teve confirmados quatro secretários: Neyde Aparecida (Educação), Osmar Magalhães (Governo), Adriana Accorsi (Secretaria de Defesa Social) e Paulo de Tarso (Comurg). O grupo também conta com três vereadores  Carlos Soares, Tayrone di Martino e Felizberto Tavares.

A nomeação do ex-prefeito Pedro Wilson, para a Amma (Agência Municipal de Meio Ambiente), contempla o Cerrado, agrupamento do qual fazem parte a deputada federal Marina Sant´Anna, Olavo Noleto (Secretaria de Relações Institucionais da Presidência) e o suplente de vereador Sérgio Dias, o Serjão.

O Movimento PT, do deputado estadual Luis Cesar Bueno, manteve Senivaldo Silva Ramos na AMT (Agência Municipal de Trânsito). O novo secretário de Administração, Valdi Camarcio, representa o PT Pra Vencer, do deputado federal Rubens Otoni, do prefeito de Anápolis, Antônio Gomide e deputado estadual Humberto Aidar.

Os próximos dois anos da administração petista acontecem sob o signo das eleições gerais de 2014, quando entram no debate a sucessão da presidenta Dilma Roussef (PT) e do governador Marconi Perillo (PSDB). A unidade partidária é importantíssima para enfrentar estes dois desafios.

Na agenda petista a continuidade do mandato da presidenta Dilma e a defesa do legado do ex-presidente Lula. A blindagem feita pelo Paço Municipal dá musculatura ao PT goiano para estas tarefas. 

E as eleições para o governo do Estado? Com certeza, um partido coeso é uma ferramenta de alta precisão.

O governador Marconi Perillo sempre foi muito habilidoso na relação com PT, até 2004. Em 1998, recebeu apoio dos petistas no segundo turno. Com a eleição do presidente Lula, até 2004, entrava pela porta dos fundos do Palácio da Alvorada. Após este ano, partiu para o ataque a Lula, inventando a história de que havia prevenido o presidente sobre o mensalão e as relações com o partido se estreitaram.

Hoje o  PT de Paulo Garcia e do prefeito de Anápolis Antônio Gomide,  é visto como alternativa real de poder ao marconismo, que em 2014 completa um ciclo de 16 anos de mando no Estado. 

O PT, que está fechado em copas com a administração de Paulo Garcia e contando com o apoio substancial do PMDB do ex-prefeito Iris Rezende, mostra que está cônscio de suas responsabilidades e a altura dos desafios dos próximos anos.

Marcus Vinícius é jornalista, economista e edita o Jornal Onze de Maio e o www.marcusvinicius.blog.br

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