Paulo Teixeira: fascismo é praticado sob os olhos das autoridades

O deputado Paulo Teixeira, vice-presidente do Partido dos Trabalhadores, condenou, em entrevista ao 247, as cenas de violência e fascismos contra a caravana do ex-presidente Lula na região Sul; "A violência tem sido praticada diante dos olhos das autoridades federais e estaduais, que querem dar a impressão de que não sabem o que está acontecendo", diz ele

Paulo Teixeira: fascismo é praticado sob os olhos das autoridades
Paulo Teixeira: fascismo é praticado sob os olhos das autoridades

SP 247 - O deputado Paulo Teixeira, vice-presidente do Partido dos Trabalhadores, condenou, em entrevista ao 247, as cenas de violência e fascismos contra a caravana do ex-presidente Lula na região Sul do País.

"A violência tem sido praticada diante dos olhos das autoridades federais e estaduais, que querem dar a impressão de que não sabem o que está acontecendo", diz ele. 

Leia, abaixo, a entrevista:

247 - Qual a origem da violência da Caravana contra Lula?

Paulo Teixeira - Essa violência tem origem no inegável sucesso da caravana, fato que não tem sido retratado adequadamente pelos grandes jornais. As demonstrações de apoio a Lula, os gestos de carinho se multiplicam em comícios e atos públicos não param de se multiplicar. A violência é obra de uma minoria, de pequenos grupos, que querem desestimular a presença da população em atos públicos que demonstram a força de Lula. Vem sendo estimulada por parlamentares da direita da região sul, muitos deles do próprio partido de Michel Temer e também pelo candidato a presidência Jair Bolsonaro, incentivando o confronto físico contra a caravana.

Qual a responsabilidade dos governadores e do governo federal para impedir estas agressões?

A responsabilidade de toda autoridade é prevenir crimes e esse trabalho não está sendo feito. A violência tem sido praticada diante dos olhos das autoridades federais e estaduais, que querem dar a impressão de que não sabem o que está acontecendo. Suas poucas iniciativas contra agressões são frágeis e insuficientes. Não servem nem para desestimular nem dissuadir. É preciso autoridade para prender quem estimula a violência e quem está cometendo atos violentos. Não há outro jeito.

Qual a atitude que o PT e a caravana devem assumir neste momento?

A primeira atitude é seguir com a caravana. Ela representa uma forma válida de mobilizar a população que apoia o presidente Lula e não aceita um retrocesso que ameaça a sua candidatura presidencial. Caravanas não são uma novidade. Fazem parte de nossa tradição democrática, tanto que a primeira caravana ocorreu em 1989, quando o Brasil festejava o retorno a democracia, depois de passar 25 anos sem exercer o direito de escolher o presidente da República pelo voto. A segunda medida é exibir medidas de segurança para a proteção de Lula, dos demais integrantes da caravana, sem falar de cidadãs e cidadãos que saem a rua para encontrar o presidente.

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