Pepe Vargas sobre editorial do Globo: “ato escandaloso”

Presidente do PT no Rio Grande do Sul, deputado Pepe Vargas (RS) conta que bancada do partido já procurou o governador gaúcho, Ivo Sartori, para garantir segurança no dia 24 de janeiro, durante o julgamento de Lula em Porto Alegre mas não foi recebida; para o parlamentar, o fato do jornal O Globo imputar ao PT e aos movimentos sociais a responsabilidade pela segurança nos atos é Porto Alegre é "escandaloso"

Presidente do PT no Rio Grande do Sul, deputado Pepe Vargas (RS) conta que bancada do partido já procurou o governador gaúcho, Ivo Sartori, para garantir segurança no dia 24 de janeiro, durante o julgamento de Lula em Porto Alegre mas não foi recebida; para o parlamentar, o fato do jornal O Globo imputar ao PT e aos movimentos sociais a responsabilidade pela segurança nos atos é Porto Alegre é "escandaloso"
Presidente do PT no Rio Grande do Sul, deputado Pepe Vargas (RS) conta que bancada do partido já procurou o governador gaúcho, Ivo Sartori, para garantir segurança no dia 24 de janeiro, durante o julgamento de Lula em Porto Alegre mas não foi recebida; para o parlamentar, o fato do jornal O Globo imputar ao PT e aos movimentos sociais a responsabilidade pela segurança nos atos é Porto Alegre é "escandaloso" (Foto: Charles Nisz)

Rio Grande do Sul 247 - O deputado federal Pepe Vargas, presidente do PT no Rio Grande do Sul, definiu como “escandaloso” o editorial publicado nesta terça-feira (16) no jornal O Globo, conforme texto da Agência PT de Notícias.

O jornal diz que o Partido dos Trabalhadores será o responsável por quaisquer atos de violência que venham a ocorrer no dia 24 de janeiro em Porto Alegre, durante o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula no processo envolvendo o triplex da OAS.

“A afirmação do jornal é escandalosa. Iremos, sim, a Porto Alegre, fazer uma manifestação pacífica, como prevê a democracia. Imputar-nos a responsabilidade pela segurança no local não faz sentido algum”, resumiu o parlamentar.

A bancada do PT na Assembleia Legislativa do RS solicitou, na semana passada, uma audiência com o governador do Estado, José Ivo Sartori (PMDB), o chefe em última instância da Brigada Militar, a força policial gaúcha. O intuito da reunião foi a montagem de estratégias para garantir a segurança e a tranquilidade nas manifestações que irão ocorrer no dia 24 em Porto Alegre.

Segundo Vargas, o governador gaúcho não quis receber os deputados petistas e disse que os parlamentares seriam recebidos pelo secretário de Segurança estadual. "Nem o secretário nos recebeu até agora”, diz Vargas. A preocupação da bancada petista é a infiltração de pessoas alheias ao movimento, que podem servir como agentes de provocação e legitimadores de uma reação generalizada da polícia.

Outra parte do editorial chamou a atenção do deputado. “A convocação que o partido e organizações ditas sociais fazem para militantes estarem em Porto Alegre no dia 24 é pressão política, indevida, sobre os desembargadores do TRF-4”. Para Pepe Vargas, o texto não está de acordo com as regras da democracia.

“Qualquer um dos poderes estabelecidos em uma república democrática, Legislativo, Executivo ou Judiciário, pode e deve saber conviver com pressões da sociedade constituída. É sadio que seja assim. As pessoas precisam ter o direito de se manifestar e mostrar aos poderes seu posicionamento em relação a assuntos de interesse coletivo”, explica o deputado gaúcho.

“Por isso, iremos, sim, a Porto Alegre, e estamos denunciando, sim, toda a parcialidade que marca a condução deste processo contra Lula”, afirma Vargas. “a atuação do juiz Sérgio Moro, que o condenou sem ter prova nenhuma, e também da mídia brasileira, da qual a Rede Globo é o maior representante, tentam empurrar para a opinião pública uma versão dos fatos descolada da realidade, sempre tentando criminalizar o PT e o Lula. Este editorial é mais uma prova disso”, concluiu o parlamentar.

Conheça a TV 247

Mais de Geral

Ao vivo na TV 247 Youtube 247