Perillo: candidatura é “quase impossível”

Em meio a um grande esforço para cumprir promessas de campanha, entregar obras importantes e poucos dias depois de uma pesquisa o colocar na liderança para 2014, governador de Goiás diz que uma disputa pelo 4º mandato é “muito difícil”; a suspeita é de que o tucano queira sustar o debate eleitoral e ganhar tempo para melhorar seu índice de aprovação, que está em 30,4%; “Não tenho nenhuma certeza de nada. Eu só quero ter a certeza de terminar bem esse governo. Agora, se serei candidato ou não, é uma equação a ser discutida no futuro”

Perillo: candidatura é “quase impossível”
Perillo: candidatura é “quase impossível” (Foto: Lailson Damasio )

Goiás247_ O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), surpreendeu o meio político nesta terça-feira (17) ao afirmar que uma candidatura à reeleição em 2014 é “muito difícil, quase impossível”.  A declaração, feita durante solenidade no Palácio Pedro Ludovico, sede do governo goiano, chamou a atenção por ter sido feita logo após uma pesquisa mostrar o tucano na dianteira numa eventual disputa eleitoral e no meio de uma ação agressiva do governo em regiões do Estado onde o tucano teria maiores dificuldades eleitorais.

Analistas, adversários e apoiadores desconfiam de que a real intenção de Perillo seja sustar o debate eleitoral extemporâneo e ganhar tempo para melhorar a aprovação de seu governo, ainda abalada pela CPI do Cachoeira e pelas dificuldades financeiras do governo, o que atrasou o cumprimento de algumas promessas.

As dúvidas sobre um possível despiste do governador são evidenciadas na sequência da própria declaração, onde ele repercute os números da pesquisa Serpes/Opopular que o aponta na liderança da corrida eleitoral com cerca de 30% na estimulada e 24% na espontânea. Ao se dizer orgulhoso com o resultado, Perillo deixa escapar que seus números representam o piso da intenção de voto, mostrando que, na própria opinião, há espaço para crescimento: “Claro que eu fiquei satisfeito, depois de tudo que eu passei, de figurar aí com um piso de 30% nas intenções de voto na pesquisa estimulada; 24% de intenção de voto espontâneo é claro que orgulha a qualquer um. Mas isso não me envaidece, isso só me estimula a trabalhar mais.”

A declaração de Perillo é ainda mais enigmática quando confrontada com a ação do governo, que tem se esforçado em levar obras e benefícios a regiões onde a aprovação do tucano é menor, a exemplo de Goiânia, e a outras praças densamente povoadas, como o Entorno do Distrito Federal.  

Embora não tenha aferido a rejeição entre os candidatos, a pesquisa Serpes mostrou que a reprovação ao governo do tucano é de 31,7%, ligeiramente maior que a aprovação, situada em 30,4%. O governo acredita, no entanto, que esses números serão revertidos nos próximos meses com a conclusão de obras importantes pela administração.

Perillo reforça essa linha de raciocínio “Estou sem nenhum tipo de ansiedade, sem nenhum tipo de estresse, feliz com o governo, que finalmente decolou pra valer. É isso que me importa. Não tenho nenhuma certeza de nada. Eu só quero ter a certeza de terminar bem esse governo. Agora, se serei candidato ou não, é uma equação a ser discutida no futuro”.

E completa: “Estou satisfeito com meu terceiro governo. Não tenho ansiedade nenhuma. Eu tinha muita vontade de voltar a ser governador. Me esforcei muito em 2010 para vencer as eleições e provar a todos que eu seria capaz de realizar um governo empreendedor, um governo moderno, um governo eficiente. A minha pauta é fazer um bom governo. E eu não vou perder tempo com nenhum tipo de fofoca, de futrica, de debate sobre isso e sobre aquilo.”

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