Perillo diz que não pode haver saída irresponsável para o Brasil

O governador de Goiás, Marconi Perillo, considera gravíssimo o momento político do Brasil e defende a união para enfrentar os problemas. "Nós temos que ter agora é sabedoria, equilíbrio, maturidade, para nos unirmos em favor do Brasil. Não adianta a gente ficar aí brigando contra um ou outro. É preciso juntar para ver o que é melhor para o Brasil", afirmou o tucano; PSDB, partido do governador, já avalia deixar o governo, e já trocou de presidente nacional após a delação da JBS envolvendo Aécio, que aparece pedindo R$ 2 milhões para empreiteira e corre o risco de ser afastado do cargo

Governador Marconi Perillo / Brunch de Entrega de Doa��o de Leite a OVG - Sal�o D. Gercina - Pal�cio.
Foto: Wagnas Cabral
Data: 02.06.2015
Governador Marconi Perillo / Brunch de Entrega de Doa��o de Leite a OVG - Sal�o D. Gercina - Pal�cio. Foto: Wagnas Cabral Data: 02.06.2015 (Foto: Fatima 247)

Goiás 247 - O governador de Goiás, Marconi Perillo, considera gravíssimo o momento político do Brasil e defende a união para enfrentar os problemas. "Nós temos que ter agora é sabedoria, equilíbrio, maturidade, para nos unirmos em favor do Brasil. Não adianta a gente ficar aí brigando contra um ou outro. É preciso juntar para ver o que é melhor para o Brasil", afirmou o tucano.

Segundo ele, "não adianta ficar brigando". "Não pode haver saída irresponsável. Não podemos também apostar numa experiência nova. Nós temos que ter uma condução extremamente equilibrada para que o Brasil possa sair desse momento agora e voltar aquele espaço que estava nos conduzindo ao porto seguro". 

a delação dos donos da JBS, os empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley. Os delatores afirmaram que emer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).

Depois, o parlamentar foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. O empresário disse a Temer que estava dando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?". O teor das delações foi publicado pelo colunista Lauro Jardim, do Globo.

Em nota, Temer disse que "jamais" solicitou pagamentos para obter o silêncio de Cunha e negou ter participado ou autorizado "qualquer movimento" para evitar delação do correligionário. 

Em pronunciamento neste sábado (20), Temer tentou jogar a culpa no delator, dizendo que "o áudio reflete uma gravação amadora feita por Joesley, tem 38 a 40 minutos, foi o tempo contando entrada e saída do local. Não há absolutamente nenhuma edição". "Temos cópia do material original, está sendo mantida em local seguro. Entendemos o argumento da defesa de questionar, mas lembramos que Temer não nega a reunião e nem os assuntos tratados. Pretendemos fazer uma perícia própria e de forma alguma nos opomos a uma pericia. Só esperamos que o governo não use o sistema para tentar anular o áudio", afirma.

Em nota, a J&F, holding que controla a JBS, afirmou, em nota neste sábado, 20, que o empresário Joesley Batista entregou para a Procuradoria-Geral da República a íntegra da gravação de sua conversa com Michel Temer. De acordo com o texto, também foram entregues "os demais documentos que comprovam a veracidade de todo o material delatado". "Não há chance alguma de ter havido qualquer edição do material original, porque ele jamais foi exposto a qualquer tipo de intervenção", diz (veja aqui).

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