Petista José Pimentel decide apoiar Eunício Oliveira

Contrariando a posição das bases do partido que desenvolvem intensa campanha "Petista não Vota em Golpista", quatro senadores do PT decidiram votar em Eunício Oliveira (PMDB), para a presidência do Senado Federal; entre os apoiadores de Eunício está o senador cearense José Pimentel, que deve assumir a primeira secretaria, no acordo pelo apoio; além de Pimentel, votarão a favor do candidato golpista os senadores Humberto Costa(PT-PE), Paulo Rocha (PT-PA) e Jorge Vianna (PT-AC)

Contrariando a posição das bases do partido que desenvolvem intensa campanha "Petista não Vota em Golpista", quatro senadores do PT decidiram votar em Eunício Oliveira (PMDB), para a presidência do Senado Federal; entre os apoiadores de Eunício está o senador cearense José Pimentel, que deve assumir a primeira secretaria, no acordo pelo apoio; além de Pimentel, votarão a favor do candidato golpista os senadores Humberto Costa(PT-PE), Paulo Rocha (PT-PA) e Jorge Vianna (PT-AC)
Contrariando a posição das bases do partido que desenvolvem intensa campanha "Petista não Vota em Golpista", quatro senadores do PT decidiram votar em Eunício Oliveira (PMDB), para a presidência do Senado Federal; entre os apoiadores de Eunício está o senador cearense José Pimentel, que deve assumir a primeira secretaria, no acordo pelo apoio; além de Pimentel, votarão a favor do candidato golpista os senadores Humberto Costa(PT-PE), Paulo Rocha (PT-PA) e Jorge Vianna (PT-AC) (Foto: Fatima 247)

Ceará 247 - Contrariando a posição das bases do partido que desenvolvem intensa campanha "Petista não Vota em Golpista", quatro senadores do PT decidiram votar em Eunício Oliveira (PMDB), para a presidência do Senado Federal. Entre os apoiadores de Eunício está o senador cearense José Pimentel, que deve assumir a primeira secretaria, no acordo pelo apoio. Ontem, ao contrário do que ocorreu entre os deputados federais petistas, que decidiram por aclamação recusar qualquer acordo com os golpistas e defender uma candidatura unitária do bloco de esquerda (PT, PCdoB, PDT e PSOL), os senadores petistas se dividiram. Além de Pimentel, votarão a favor do candidato golpista: Humberto Costa, Paulo Rocha e Jorge Vianna.

Em reunião que terminou por volta de meia noite, por 7 votos a 3, a bancada de senadores deliberou pela liberação do voto. Essa posição foi apoiada por Humberto Costa (PE), José Pimentel (CE), Paulo Paim (RS), Angela Portela (RR), Paulo Rocha (PA), Jorge Vianna (AC) e Maria Regina Souza (PI). Votaram contra os os senadores Lindbergh Farias (RJ), Gleisi Hoffmann (PR) e Fatima Bezerra (RN).

Dos dez senadores petistas, no entanto, seis assumiram compromisso de votar contra o golpista Eunício Oliveira (PMDB-CE): os três que foram contra a liberação da bancada, mais Maria Regina Souza, Ângela Portela e Paulo Paim. A maioria da bancada, portanto, se somará à posição dos petistas na Câmara dos Deputados, à pressão da militância petista e à posição externada nos últimos dias tanto pelo presidente da sigla, Rui Falcão, quanto pelo ex-presidente Lula.

Eunício Oliveira, além de ter estado à frente das articulações contra a presidenta Dilma Rousseff que terminou com a consolidação do golpe que a destituiu, é adversário do governador cearense Camilo Santana, com quem disputou e foi derrotado para o governo do Ceará, em 2014. A eleição de Eunício à presidência do Senado deve fortalecer a oposição à Camilo, no Ceará.

Nas redes sociais, a posição de Pimentel tem provocado muitas reações negativas. Petistas tem comentando, ainda sem acreditar que a notícia seja verídica. "Se for verdadeira esta posição, jamais terá meu voto e respeito! E que vá prá CDC". "Se for verdade, muito me entristece". "Agora explica Senador Pimentel e aliados????...."

A senadora Gleisi Hoffmman(PT-PR), que fez campanha contra o apoio, lamentou a posição da maioria da bancada, em sua página, no Facebook, em texto assinado por ela e pelos senadores Lindbergh Farias(PT-RJ) e Fátima Bezerra (PT-RN). "Mas, infelizmente a bancada do PT no Senado optou por outro caminho. Superestimando a luta institucional e insensível ao apelo da militância, a maioria da bancada preferiu não tomar uma posição clara, autorizando os e senadoras petistas a votarem como bem entenderem. É realmente lamentável. Um equívoco político que cobrará seu preço. Mesmo em um momento de ruptura democrática, a maioria da bancada do PT no Senado optou por se render à institucionalidade, fechando os ouvidos para a opinião de sua militância e para as opiniões dos principais movimentos sociais que protagonizam a resistência democrática".

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