Petistas contrariam partido e entram no governo Carlin em Contagem

PT, que foi derrotado em segundo turno para o então deputado Carlin Moura (PCdoB), havia decidido não participar da gestão. Mas dois petistas já foram convidados e aceitaram postos importantes na administração que começa

Petistas contrariam partido e entram no governo Carlin em Contagem
Petistas contrariam partido e entram no governo Carlin em Contagem (Foto: RICARDO BARBOSA)
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Minas 247 - Não adiantou muito o PT falar grosso e decidir não participar da administração do prefeito eleito de Contagem, segundo maior colégio eleitoral de Minas Gerais. O ex-deputado estadual e agora prefeito Carlin Moura (PCdoB), anunciou pelo menos dois petistas em postos importantes de sua administração.

Leia o texto de Gustavo Prado, do jornal O Tempo:

Apesar da decisão do PT de Contagem em não participar da administração do prefeito eleito, Carlin Moura (PCdoB), após a derrota nas urnas, pelo menos dois petistas já passam a ocupar postos de segundo escalão no novo governo a convite do comunista.

A ex-secretária da Regional Leste de Belo Horizonte Rita Margarete (PT) assumiu o cargo de secretária adjunta de Planejamento em Contagem nesta semana. Já Francisco Naldo de Assis Silva Filho, candidato a vereador pelo PT que não conseguiu se reeleger em outubro do ano passado, foi escolhido por Carlin para ser o administrador da regional Nova Contagem.

Em novembro, o PT municipal decidiu acatar a orientação da ex-prefeita Marília Campos de declarar a independência do partido em relação à prefeitura e orientar os filiados a não aceitarem cargos no Executivo. Duas semanas após a posse de Carlin, porém, o partido já tem representantes na gestão do comunista.

De acordo com Rita Margarete, não houve qualquer impedimento para que ela aceitasse a secretaria adjunta. "O PT de Contagem teve essa situação, mas sou filiada ao PT de Belo Horizonte e não tive nenhuma orientação para não assumir o cargo", argumentou. Segundo ela, a indicação foi somente pelo "papel técnico", e não pelo político.

Carlin Moura, que, durante toda a sua campanha, pregou o discurso de um governo de coalizão, afirma que as indicações de nomes do PT para a prefeitura não têm caráter partidário.

"Eles participam do nosso governo por uma composição e capacitação técnica, não entra em cota política. É a coalizão dentro da prefeitura", disse o comunista, negando que tenham sido negociados cargos diretamente com o PT.

O convite do prefeito para o então petista Amarildo de Oliveira para assumir a Procuradoria Geral do município levou-o a se desfiliar para aceitar.

Cleudirce Carmargos (PT), ex-secretária de Administração de Marília Campos, admite que não pode impedir um colega filiado em Belo Horizonte de assumir um cargo em Contagem. Porém, reforça a orientação já feita: "temos que ser coerentes". "Tanto é que vários de nós fomos convidados e não aceitamos", relata.

Cotas. Entre secretários, adjuntos e gestores regionais, Carlin afirma que 16 partidos que o apoiaram já foram contemplados em sua equipe. No segundo turno, ele conseguiu trazer para o seu lado 19 legendas, sendo que parte dos nomes havia aderido à campanha do petista Durval Ângelo no primeiro turno.

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