PF faz operação contra seita que escravizava fiéis em MG

Em conjunto com o Ministério do Trabalho, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na manhã desta terça-feira (6) em diversas cidades de Minas Gerais, Bahia e São Paulo, contra a seita religiosa “Comunidade Evangélica Jesus, a Verdade que Marca”; alvo de duas outras operações da PF, a seita é acusada de redução de pessoas à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

Em conjunto com o Ministério do Trabalho, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na manhã desta terça-feira (6) em diversas cidades de Minas Gerais, Bahia e São Paulo, contra a seita religiosa “Comunidade Evangélica Jesus, a Verdade que Marca”; alvo de duas outras operações da PF, a seita é acusada de redução de pessoas à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro
Em conjunto com o Ministério do Trabalho, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na manhã desta terça-feira (6) em diversas cidades de Minas Gerais, Bahia e São Paulo, contra a seita religiosa “Comunidade Evangélica Jesus, a Verdade que Marca”; alvo de duas outras operações da PF, a seita é acusada de redução de pessoas à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro (Foto: Charles Nisz)

Minas 247 - Em conjunto com o Ministério do Trabalho, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na manhã desta terça-feira (6) em diversas cidades de Minas Gerais, Bahia e São Paulo, contra a seita religiosa “Comunidade Evangélica Jesus, a Verdade que Marca”. Alvo de duas outras operações da PF, a seita é acusada de redução de pessoas à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A operação "Canaã – A Colheita Final” cumpre 22 mandados de prisão preventiva, 17 mandados de interdição de estabelecimento comercial e 42 mandados de busca e apreensão, todos eles expedidos pela 4ª Vara Federal em Belo Horizonte. Ao todo, participaram da operação 220 policiais federais e 55 auditores fiscais do Ministério do Trabalho dos três estados.

Para convencer os fiéis a doarem todos os seus bens e a se mudarem para o interior para trabalhar de graça, os membros da seita utilizavam de "ardis" e "doutrina psicológica", sob o argumento de convivência em comunidades onde todos os bens móveis e imóveis seriam compartilhados, diz a PF. Após a "doutrinação", os fiéis eram levados para zonas rurais e urbanas em Minas, São Paulo e Bahia.

Os trabalhadores teriam sido submetidos a extensas jornadas de trabalho, sem nenhuma remuneração. Eles trabalhavam em lavouras e em vários tipos de estabelecimentos comerciais, como oficinas mecânicas, postos de gasolina, pastelarias, confecções etc. Ao explorar mão-de-obra de modo escravo, a seita teria acumulado vultoso patrimônio. Segundo a PF, a ideia da seita era expandir as atividades no Tocantins.

Inciada em 2011, a investigação começou quando a seita migrou de SP para MG. Em 2013, foi deflagrada a “Operação Canaã”, com inspeções em propriedades rurais e em algumas empresas urbanas. Em 2015, foi desencadeada sua segunda fase: “De volta para Canaã”, quando foram presos temporariamente cinco dos líderes da seita. A deflagração de hoje representa a terceira fase da Operação, com a prisão preventiva de 22 líderes da seita, que poderão cumprir até 42 anos de prisão, se condenados.

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