PF faz operação em prefeitura do interior

A operação denominada Ribeirinhos cumpre mandados de busca e apreensão em Porto Real do Colégio. A investigação foi iniciada em 2009. Os ex-prefeitos do município, Eraldo Cavalcante e Maria Rita Bomfim, supostamente teriam utilizado notas fiscais falsas para desviar mais de R$ 4 milhões.

PF faz operação em prefeitura do interior
PF faz operação em prefeitura do interior

Alagoas247 - A Polícia Federal em Alagoas desencadeou, na manhã desta quinta-feira (4), a Operação Ribeirinhos, que visa cumprir mandados de busca e apreensão e desarticular um esquema montado durante a gestão dos ex-prefeitos da cidade de Porto Real do Colégio/AL, Eraldo Cavalcante Silva e Maria Rita Bomfim Evangelista, que teriam utilizado centenas de notas fiscais falsas para desviar mais de R$ 4 milhões de reais dos cofres da Prefeitura nos últimos anos.

A investigação começou no ano de 2009, quando a Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz) comunicou à Polícia Federal que, durante fiscalização de rotina no município de Porto Real do Colégio, verificou a existência de diversas notas fiscais aparentemente falsas na prestação de contas da Prefeitura.

Os Policiais Federais realizaram diligências nas empresas que supostamente teriam emitidos os documentos fiscais e averiguaram que tais empresas não existiam ou não tinham comercializado qualquer mercadoria com o Município.

Com base nessas informações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Porto Real do Colégio no ano de 2010, oportunidade em que se constatou que o uso de documento falso e a fraude às licitações continuavam ocorrendo na gestão da prefeita Maria Rita Bomfim Evangelista.

A Polícia Federal averiguou, por fim, que um escritório de contabilidade da cidade de Penedo seria o responsável, em tese, por falsificar os documentos públicos utilizados na fraude.

Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão expedidos pela 12ª Vara Federal em Alagoas a fim de reunir provas do envolvimento dos investigados com os crimes de uso de documento falso, fraude à licitação e sonegação fiscal. Em caso de condenação, os responsáveis estarão sujeitos à pena de até 15 anos de reclusão.

Com gazetaweb.com

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