PF goiana não participou de 2ª fase de operação

Evento foi “deflagrado e executado por unidade de outro ente federativo”, diz entidade dos policiais federais ao fazer reconhecimento ao trabalho da Polícia Militar de Goiás no combate à criminalidade; “Operação deve ser feita com cautela e sem espetáculos, pois investigados na primeira fase já foram julgados e inocentados pela justiça”, diz Alexandre Baldy, presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados

Evento foi “deflagrado e executado por unidade de outro ente federativo”, diz entidade dos policiais federais ao fazer reconhecimento ao trabalho da Polícia Militar de Goiás no combate à criminalidade; “Operação deve ser feita com cautela e sem espetáculos, pois investigados na primeira fase já foram julgados e inocentados pela justiça”, diz Alexandre Baldy, presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados
Evento foi “deflagrado e executado por unidade de outro ente federativo”, diz entidade dos policiais federais ao fazer reconhecimento ao trabalho da Polícia Militar de Goiás no combate à criminalidade; “Operação deve ser feita com cautela e sem espetáculos, pois investigados na primeira fase já foram julgados e inocentados pela justiça”, diz Alexandre Baldy, presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados (Foto: José Barbacena)

Goiás 247 - A Polícia Federal goiana não teve participação nas atividades desencadeadas em Goiás na sexta-feira (11) pela segunda fase da Operação Sexto Mandamento, que investiga suposta existência de grupo de extermínio no estado. A informação foi prestada pelo Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Goiás (Sinpefgo), por meio de nota. Entre as ações, o comandante do Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Ricardo Rocha, foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento em Brasília, além da prisão provisória de dois policiais militares goianos. 

“Não houve participação de policiais federais lotados no estado de Goiás nos trabalhos da referida operação, sendo tal evento deflagrado e executado por unidade de outro ente federativo”, afirma a nota do Sinpefgo. A entidade objeta não ter conhecimento dos fatos em investigação, mas ressalta que busca “prezar pela efetiva garantia da ordem e segurança públicas”.

A nota faz, ainda, um reconhecimento público pelo trabalho realizado pela PM goiana. O Sindicato dos Policiais Federais de Goiás destaca “a abnegação e denodo do quadro de servidores, sempre prontos a servir a sociedade goiana”.

“Reconhecemos o brilhante trabalho da Polícia Militar de Goiás no combate à criminalidade que assola o estado e a abnegação e denodo do seu quadro de servidores, sempre pronto a servir a sociedade goiana, bem como no apoio aos policiais federais deste estado”, diz a nota do Sinpefgo.

Na segunda fase da Operação Sexto Mandamento, cerca de 140 policiais federais cumpriram três mandados de prisão temporária, 19 mandados de busca e apreensão, além de 17 conduções coercitivas contra investigados.

Espetacularização

O presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, Alexandre Baldy, manifestou, em nota, apoio à Polícia Militar de Goiás, ao mesmo tempo em que informou que apresentará requerimento para que a Polícia Federal vá até o congresso para esclarecer os procedimentos tomados durante a segunda fase da Operação Sexto Mandamento. “Dessa forma, evitaremos qualquer desconforto ou injustiça para com os envolvidos”, disse o parlamentar.

“Ressalto que a operação deve ser feita com cautela e sem espetáculos”, diz Baldy ao lembrar que, dos 19 investigados na primeira fase, todos foram julgados e inocentados pela justiça. “O julgamento precipitado pode trazer danos irreparáveis à imagem dos policiais envolvidos e da corporação de forma geral, por isso acredito que a população espera e acredita que todos os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível”, afirma o deputado.

Na nota, Baldy diz que confia “na atuação dos policiais que arriscam suas vidas todos os dias nas ruas para proteger a população”. Segundo ele, “ser policial no Brasil não é fácil, envolve o risco diário de perder a vida e deixar a família desamparada”. Em seguida, afirma que “esses profissionais estão entre os que mais morrem em serviço”. E conclui: “Na maioria das vezes, em meio às condições precárias de trabalho em termos de contingente e materiais, eles não têm outra alternativa senão a de agir rapidamente antes de ter a própria vida ceifada pela criminalidade”.

Confira na íntegra as notas

1) Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Goiás (Sinpefgo)

O Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Goiás (Sinpefgo), acerca da operação policial desencadeada na data de hoje que culminou com a execução de mandados de busca e apreensão e de conduções coercitivas envolvendo policiais militares do estado de Goiás, vem por meio desta nota esclarecer que não houve participação de policiais federais lotados no estado de Goiás nos trabalhos da referida operação, sendo tal evento deflagrado e executado por unidade de outro ente federativo. Em que pese o Sinpefgo não ter conhecimento dos fatos em investigação, bem como prezar pela efetiva garantia da ordem e segurança públicas, reconhecemos o brilhante trabalho da Polícia Militar de Goiás no combate à criminalidade que assola o estado e a abnegação e denodo do seu quadro de servidores, sempre prontos a servir a sociedade goiana, bem como no apoio aos policiais federais deste estado.



2) Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, Alexandre Baldy

Por meio desta nota, como presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, manifesto meu apoio ao trabalho da Polícia Militar de Goiás e reitero que assim como todos os goianos, eu confio na atuação dos policiais que arriscam suas vidas todos os dias nas ruas para proteger a população.

Em relação à operação Sexto Mandamento, com nova fase realizada nesta manhã, esclareço que a PM/GO merece todo o respeito da população, a investigação tem o meu apoio, mas defendo que seja realizada com justiça e sem constrangimentos. Em razão dessas dúvidas, apresentarei requerimento para que a PF vá até a Câmara dos Deputados para esclarecer os procedimentos tomados na operação. Dessa forma, evitaremos qualquer desconforto ou injustiça aos envolvidos.

Ressalto que a operação deve ser feita com cautela e sem espetáculos, pois dos 19 investigados na primeira fase, todos foram julgados e inocentados pela justiça. O julgamento precipitado pode trazer danos irreparáveis à imagem dos policiais envolvidos e da corporação de forma geral, por isso acredito que a população espera e acredita que todos os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível.

Ser policial no Brasil não é fácil, envolve o risco diário de perder a vida e deixar a família desamparada. Esses profissionais estão entre os que mais morrem em serviço. Na maioria das vezes, em meio às condições precárias de trabalho em termos de contingente e materiais, eles não têm outra alternativa se não a de agir rapidamente antes de ter a própria vida ceifada pela criminalidade. Tenho o papel de fiscalizar e legislar conferido a mim pela população e assim farei.

Deputado federal Alexandre Baldy (PTN-GO)
Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado

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