PF investiga fraudadores de internet banking

Uma investigação da Polícia Federal, Operação Zumbi, teve continuidade com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em Maceió; objetivo é localizar crimes virtuais cometidos contra instituições financeiras em Alagoas

Uma investigação da Polícia Federal, Operação Zumbi, teve continuidade com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em Maceió; objetivo é localizar crimes virtuais cometidos contra instituições financeiras em Alagoas
Uma investigação da Polícia Federal, Operação Zumbi, teve continuidade com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em Maceió; objetivo é localizar crimes virtuais cometidos contra instituições financeiras em Alagoas (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 – A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (29), cinco mandados de busca e apreensão em Maceió para localizar possíveis provas de crimes virtuais cometidos contra instituições financeiras em Alagoas. Batizada de Operação Zumbi, a ação policial apreendeu computadores, comprovantes de depósitos bancários e um veículo Honda CRV. Uma pessoa foi presa por posse ilegal de munição.

De acordo com a assessoria de comunicação da PF, os policiais buscam documentos que possam conter indícios da prática de crimes praticados contra o serviço de internet banking da Caixa e de outros bancos, bem como de seus correntistas.

Um Inquérito Policial iniciado em novembro de 2010, na Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos do Departamento de Polícia Federal, em Brasília, teve por finalidade atender a Caixa Econômica, visando reprimir ataque aos seus sistemas informatizados, conhecido como Ação Ilegal de Negação de Serviço, ou "Ataque DDOS", do inglês "Distributed Denial of Service", que atingiu site da empresa pública, dificultando e até impossibilitando, naquele final de ano, o serviço de internet banking disponibilizado aos correntistas, caracterizando um incidente tecnológico em nível nacional de grandes proporções.

Além da perda financeira, houve prejuízo à imagem da Caixa, pela insatisfação dos clientes afetados e comentários em posts na internet.

Para o ataque, hackers utilizaram malwares (vírus ou programas de computador maliciosos) capazes de causar a interrupção do serviço de intenet banking, instalados de forma imperceptível em máquinas de inúmeros usuários contaminados, que, sem conhecimento destes, enviavam constantemente pedidos de acesso ao site da Caixa, atuando como verdadeiros zumbis, provocando elevado tráfego de dados e consequente "travamento" do portal de oferecimento do serviço bancário decorrente da demanda elevada de requisições de informações.

Com o avanço da investigação, foi descoberto que a propagação dos malwares teria origem por meio de computadores de pessoas residentes em Maceió/AL, as quais passaram a ser investigadas desde então em Inquérito Policial instaurado na Superintendência Regional da PF em Alagoas.
O somatório das penas em grau máximo pode chegar a 16 anos de reclusão e multa.

Com gazetaweb.com

 

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