PGR quer novo inquérito para investigar senador Fernando Bezerra Coelho

Procuradoria Geral da República pediu ao STF a abertura de novo inquérito para investigar o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) com base nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht no âmbito da Lava Jato; parlamentar é suspeito de receber propina de empreiteiras por meio de contratos de obras no porto de Suape; FBC já é investigado em um outro inquérito, que apura a suspeita de que tenha recebido R$ 200 mil repassados pela empreiteira por meio de caixa 2 e que teriam sido utilizados na campanha eleitoral de 2010

Senador Fernando Bezerra Coelho ((PSB-PE) e Porto de Suape .2
Senador Fernando Bezerra Coelho ((PSB-PE) e Porto de Suape .2 (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - A Procuradoria Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um novo inquérito para investigar o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) com base nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht. FBC já é investigado em um outro inquérito, que apura a suspeita que o socialista tenha recebido R$ 200 mil repassados pela empreiteira por meio de caixa 2 e que teriam sido utilizados na campanha eleitoral de 2010.

De acordo com o pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro do STF Edson Fachin, o executivo da construtora Carlos Fernando do Vale Angeiras e o empresário pernambucano João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, que foi preso na Operação Turbulência, relataram ao MPF que o parlamentar e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) teriam sido "beneficiados por propina paga pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez", durante a realização das obras de construção e implantação do Cais V e do Píer Petroleiro no Porto de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco.

Por meio de nota, o senador Fernando Bezerra Coelho afirmou que "desconhece o teor do pedido da PGR" e que os fatos relatados nas delações "são absolutamente inverídicos". FBC também nega o suso de caixa 2 em campanhas eleitorais e que "todas as doações feitas à campanha dele cumpriram rigorosamente a legislação e todas as contas foram devidamente apresentadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

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