PIB gaúcho cresce 3,2% no primeiro trimestre de 2014

O PIB do Rio Grande do Sul cresceu 3,2% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao mesmo período de 2013; os dados econômicos do estado foram apresentados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), uma semana após o IBGE divulgar os dados nacionais; em 12 meses, a taxa acumulada de crescimento do PIB gaúcho foi de 6,5%, enquanto no Brasil foi de 2,5%

CASCAVEL/PR - 16-02-2011 - Colheita e plantação de soja no interior de Cascavel. Foto Jonas Oliveira
CASCAVEL/PR - 16-02-2011 - Colheita e plantação de soja no interior de Cascavel. Foto Jonas Oliveira (Foto: Leonardo Lucena)

Débora Fogliatto, Sul 21 - O PIB do Rio Grande do Sul cresceu 3,2% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao mesmo período de 2013. Os dados econômicos do estado foram apresentados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) nesta quinta-feira (5), uma semana após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar os dados nacionais. Em 12 meses, a taxa acumulada de crescimento do PIB gaúcho foi de 6,5%, enquanto no Brasil foi de 2,5%.

O crescimento de 6,4% no setor de agropecuária se destacou, impulsionado principalmente devido ao arroz, 2º principal produto do RS. Para o próximo trimestre, é esperado que haja também um aumento, devido ao período propício para soja. "Mais de 90% da soja entra no segundo trimestre, então isso vai pesar – se espera um desempenho bom da agropecuária, mas quanto a indústrias e serviços não dá pra estimar", explicou Martinho Lazzari, economista responsável pelos cálculos da FEE.

Na indústria, que cresceu 1,5% no RS e 0,8% no Brasil, a produção e distribuição de eletricidade cresceu bastante. "Em breve, vamos passar a produzir a própria energia elétrica, a partir da energia eólica, o que afetará esse setor", destacou Adalmir Marquette, presidente da FEE.

Os serviços cresceram 3,1%, com o transporte tendo crescido 8,3% e o comércio, 3,1%. Nesse setor, os destaques de crescimento foram materiais de construção, combustíveis e móveis/eletrodomésticos, enquanto houve queda em equipamentos de informática e emplacamento de automóveis. Dentro do setor industrial, que aumentou 1,5%, a indústria de transformação é a que tem tamanho mais expressivo, com crescimento de 1,2%. São 14 atividades pesquisadas, nas quais o maior crescimento foi de veículos automotores e a maior diminuição, de produtos químicos.

Martinho Lazzari destacou que os serviços representam 60% do PIB, então mesmo caso a indústria de transformação passe por estagnação ou redução, trata-se de apenas 20% do valor total. "A transformação tem uma variabilidade maior, mas mesmo que tenha problemas, isso não abala tanto no final, porque se o setor de serviços está bem, há essa garantia", explicou.

Em relação ao Brasil, onde o índice de serviços foi de crescimento de 2%, o aumento no Rio Grande do Sul já era tendência nos últimos trimestres. Os economistas destacaram que toas as atividades medidas tiveram índices maiores no estado do que no geral do país. Isso se refletiu também no crescimento de emprego formal, de 1,9% no estado e 0,9% no Brasil.

Negativamente, sobressaíram-se as atividades de produtos químicos (-5,9%), couros e calçados (-2,1%) e produtos do fumo (-2,7%). Mesmo assim, em relação ao quarto semestre de 2013, na série com reajuste sazonal, o PIB gaúcho cresceu 0,4% no primeiro trimestre de 2014.

Durante a entrevista coletiva, o secretário de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, João Motta, destacou que não quer que “haja quebra nos investimentos que estão sendo feitos, mesmo sabendo que existem fatores macroeconômicos”. Ele afirmou que o governo do estado está preparando o mercado para facilitar a comercialização do trigo no próximo trimestre. “Apostamos numa estratégia de crescimento e ela está dando certo”, garantiu.

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