Pilastra: PF recolhe documentos e dinheiro

O chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF em Alagoas, delegado Fábio Maia, revelou que candidatos a vereador e cabos eleitorais das três coligações que estão na disputa do pleito deste ano no município do Pilar, na grande Maceió, estariam fazendo cadastro de eleitores em troca de apoio político; eles ofereciam entre R$ 120 e R$ 150 para efetuar a compra do voto; na Operação, chamada de Pilastra, três equipes da PF estiveram naquela cidade para cumprir 13 mandados de busca e apreensão

O chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF em Alagoas, delegado Fábio Maia, revelou que candidatos a vereador e cabos eleitorais das três coligações que estão na disputa do pleito deste ano no município do Pilar, na grande Maceió, estariam fazendo cadastro de eleitores em troca de apoio político; eles ofereciam entre R$ 120 e R$ 150 para efetuar a compra do voto; na Operação, chamada de Pilastra, três equipes da PF estiveram naquela cidade para cumprir 13 mandados de busca e apreensão
O chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF em Alagoas, delegado Fábio Maia, revelou que candidatos a vereador e cabos eleitorais das três coligações que estão na disputa do pleito deste ano no município do Pilar, na grande Maceió, estariam fazendo cadastro de eleitores em troca de apoio político; eles ofereciam entre R$ 120 e R$ 150 para efetuar a compra do voto; na Operação, chamada de Pilastra, três equipes da PF estiveram naquela cidade para cumprir 13 mandados de busca e apreensão (Foto: Voney Malta)
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Alagoas 247 - O delegado Fábio Maia, chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF em Alagoas, revelou, em entrevista à imprensa, na manhã desta sexta-feira (23), que candidatos a vereador e cabos eleitorais de três coligações que estão na disputa do pleito deste ano no município do Pilar, Região Metropolitana da capital, estariam fazendo cadastro de eleitores em troca de apoio político. Eles ofereciam entre R$ 120 e R$ 150 para efetuar a compra do voto destas pessoas.

Pelo menos três equipes da Polícia Federal estiveram naquela cidade para cumprir 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da 8ª Zona Eleitoral em Pilar. A Operação Pilastra recolheu materiais que ainda serão analisados com minúcias para tentar comprovar a denúncia de que estava sendo praticado crime de captação ilícita de sufrágio.

O delegado não citou nomes de prováveis suspeitos, mas adiantou que eles integram as três coligações que fizeram o pedido de registro de candidaturas na Justiça Eleitoral para as eleições no Pilar. Ele também não detalhou bem que tipo de material foi apreendido com estas pessoas que estariam envolvidas na suposta compra de votos com cadastro de eleitores. Porém, adiantou que documentos e dinheiro foram recolhidos. Isto, segundo ele, seria usado nos cadastros e na negociação com os eleitores.

Maia confirmou que candidatos a vereador e cabos eleitores que estão atuando nas campanhas estariam na condição de suspeitos. No entanto, nenhum deles foi levado 'coercitivamente' para prestar esclarecimentos na sede da PF, em Maceió, e também não houve prisões, tampouco confecção de autuação em flagrante.

"O próximo passo será analisar a documentação que foi apreendida com estas pessoas para que as providências sejam tomadas em seguida. Caso seja caracterizado crime eleitoral, a PF vai responsabilizar a quem for direito por captação ilícita de sufrágio. O Judiciário será comunicado caso haja alguma diligência a ser feita ou pedido de medida cautelar contra os suspeitos", detalhou o delegado Fábio Maia.

De acordo com ele, a denúncia de que estaria ocorrendo cadastro eleitoral em troca de apoio político no Pilar chegou ao conhecimento da PF por intermédio de um habitante da cidade, cuja identidade será preservada. Ele fez menção da prática e indicou os caminhos para que os policiais pudessem chegar ao local onde se estaria cometendo o ilícito. Outros municípios também estão na mira da Polícia Federal.

Com gazetaweb.com

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