Pimenta diz que Lava Jato virou 'caçada ao PT'

Em duro discurso nesta terça-feira, 22, na Câmara, o deputado Paulo Pimenta reagiu às declarações do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima sobre a participação do PT nas irregularidades investigadas pela operação Lava Jato; para Pimenta, ao invés de se combater a corrupção de maneira "imparcial, sóbria e profunda" tenha se optado por fazer uma "caçada" ao PT; "Para criminalizar o PT, há quem aceite e faça vista-grossa, infelizmente, a todo o tipo de corrupção que envolve outros atores e outros partidos políticos", afirmou; "Então se há compra de votos é só em nível federal? É só o PT que está à frente da administração pública no Brasil? E onde o PSDB governa, lá não paira nenhuma desconfiança?", questiona

Em duro discurso nesta terça-feira, 22, na Câmara, o deputado Paulo Pimenta reagiu às declarações do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima sobre a participação do PT nas irregularidades investigadas pela operação Lava Jato; para Pimenta, ao invés de se combater a corrupção de maneira "imparcial, sóbria e profunda" tenha se optado por fazer uma "caçada" ao PT; "Para criminalizar o PT, há quem aceite e faça vista-grossa, infelizmente, a todo o tipo de corrupção que envolve outros atores e outros partidos políticos", afirmou; "Então se há compra de votos é só em nível federal? É só o PT que está à frente da administração pública no Brasil? E onde o PSDB governa, lá não paira nenhuma desconfiança?", questiona
Em duro discurso nesta terça-feira, 22, na Câmara, o deputado Paulo Pimenta reagiu às declarações do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima sobre a participação do PT nas irregularidades investigadas pela operação Lava Jato; para Pimenta, ao invés de se combater a corrupção de maneira "imparcial, sóbria e profunda" tenha se optado por fazer uma "caçada" ao PT; "Para criminalizar o PT, há quem aceite e faça vista-grossa, infelizmente, a todo o tipo de corrupção que envolve outros atores e outros partidos políticos", afirmou; "Então se há compra de votos é só em nível federal? É só o PT que está à frente da administração pública no Brasil? E onde o PSDB governa, lá não paira nenhuma desconfiança?", questiona (Foto: Aquiles Lins)
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Rio Grande do Sul 247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) reagiu às declarações de um dos procurados da Lava-Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmando que há uma estratégia em curso para criminalizar o PT e o ex-presidente Lula.

Nesta terça-feira (22), o parlamentar enfatizou que o posicionamento do procurador "se trata de atuação política por parte de um representante do Sistema de Justiça, em flagrante desrespeito aos princípios orientadores do Estado de Direito". O deputado observa que a mesma conduta foi adotada na semana passada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Em coletiva à imprensa nessa segunda-feira, 21, o procurador alegou que o objeto das investigações não é a Petrobrás. Ele desconfia - já que afirmou não ter "provas concretas" - que se trata de "compra de apoio político-partidário pelo governo federal, por meio de propina, criada na Casa Civil durante o governo do ex-Presidente Lula". Ao comentar a decisão do Ministro Teoria Zavascki, o procurador disse também entender que todos os casos de corrupção no país deverão ser investigados pelo juiz Sérgio Moro. Segundo Pimenta, trata-se de uma inadmissível violação do princípio do juiz natural.

O deputado lamenta que ao invés de se combater a corrupção de maneira "imparcial, sóbria e profunda" tenha se optado por fazer uma "caçada" ao PT. "Para criminalizar o PT, há quem aceite e faça vista-grossa, infelizmente, a todo o tipo de corrupção que envolve outros atores e outros partidos políticos".

Para o parlamentar, é inaceitável que representantes do Sistema Justiça sustentem que doações para o PT são oriundas de caixa 2 e para o PSDB, Aécio Neves, são frutos de "generosidade". "Então se há compra de votos é só em nível federal? É só o PT que está à frente da administração pública no Brasil? E onde o PSDB governa, lá não paira nenhuma desconfiança?", questiona o parlamentar.

Pimenta lembra que as doações de empreiteiras para campanhas eleitorais não é uma peculiaridade do PT, e que entre as empresas investigadas na Lava-Jato há construtoras que fizeram doações muito superiores ao candidato Aécio Neves e ao PSDB. "O processo penal serve para investigar condutas cometidas por indivíduos determinados. Mas o que o procurador revela que eles estão fazendo é usar um processo penal para criminalizar apenas um partido e a figura do ex-Presidente Lula", reagiu Pimenta.

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