Pimenta: se eleito, Bolsonaro fará pior que Temer

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) "é apenas um fascista que ameaça a democracia. Se ele for eleito vai fazer ainda pior que Michel Temer e já disse que sua prioridade será governar para os patrões!"

Pimenta: se eleito, Bolsonaro fará pior que Temer
Pimenta: se eleito, Bolsonaro fará pior que Temer (Foto: Esq.: Lula Marques - Ag. PT / Dir.: em cima (Marcelo Camargo - ABR) - embaixo (Darren Onirtz - Reuters))

Rio Grande do Sul 247 - O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), criticou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). "É apenas um fascista que ameaça a democracia. Se ele for eleito vai fazer ainda pior que Michel Temer e já disse que sua prioridade será governar para os patrões!", escreveu o parlamentar no Twitter.

Bolsonaro vem tendo tido como um dos candidatos da continuidade da agenda golpista, que ataca duramento os direitos dos trabalhadores. Ao criticar o 13º na terça-feira (2), o general Hamilton Mourão (PRTB), vice de Bolsonaro, ressaltou que o benefício "é um custo". "Na realidade, se você for olhar, seu empregador te paga 1/12 a menos [por mês]. No final do ano, ele te devolve esse salário. E o governo, o que faz? Aumenta o imposto para pagar o meu. No final das contas, todos saímos prejudicados", disse Mourão a jornalistas no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. 

No começo deste mês, Mourão havia criticado o 13º salário, classificando-o como uma das "jabuticabas" brasileiras. "Como a gente arrecada 12 (meses) e paga 13? O Brasil é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais", disse ele em palestra no Clube dos Diretores Logistas (CDL) de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Bolsonaro também já manifestou posições misóginas e fascistas, como "eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher". A declaração foi concedida em palestra na Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado.

Em 2014, o parlamentar disse que não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia. "Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece", afirmou o congressista, após a parlamentar defender vítimas da Ditadura Militar (1964-1985).

O presidenciável também defende abertamente a pena de morte, manifestou posição contra direitos humanos nos presídios, e é a favor do porte de armas para a população.

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