Pimenta: “se prenderem Lula, a reação popular será imprevisível”

Líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, alertou para as consequências de uma eventual prisão do ex-presidente Lula, que lidera a corrida eleitoral para as eleições de outubro; "Se eles se atrevem a prender o presidente Lula, a reação popular será imprevisível e algo muito além do PT e de qualquer organização política no Brasil", disse Pimenta em entrevista ao jornal argentino Contexto; "Acima de tudo, Lula representa os pobres do Brasil que, pela primeira vez em quinhentos anos de história, foram tratados com respeito e dignidade"

Natal- RN- Brasil- 22/09/2016- Ex-presidente Lula, durante evento político em Natal. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Natal- RN- Brasil- 22/09/2016- Ex-presidente Lula, durante evento político em Natal. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula (Foto: Aquiles Lins)

Rio Grande do Sul 247 - O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, alertou que caso o ex-presidente seja preso na caçada judicial para inabilitá-lo na campanha presidencial de outubro, a reação da população será imprevisível. 

"Se eles se atrevem a prender o presidente Lula, a reação popular será imprevisível e algo muito além do PT e de qualquer organização política no Brasil", disse Pimenta em entrevista ao jornal argentino Contexto

"Acima de tudo, Lula representa os pobres do Brasil que, pela primeira vez em quinhentos anos de história, foram tratados com respeito e dignidade que merecem, foi elevado ao status de protagonista ativo da história e não apenas a uma testemunha passiva. Ninguém pode prever o que vai acontecer. O que é certo é que o PT fará tudo para evitar que isso aconteça, porque a maior violência legal e política na história do Brasil seria consumada", disse Pimenta. 

Segundo ele, o golpe tem diferentes rostos: mídia, legal, parlamentar e partidária. "Qualquer reação efetiva contra o golpe envolve necessariamente a unidade da esquerda e a ampla mobilização popular. Ganhamos a batalha da narrativa: todo o Brasil e o mundo inteiro sabem que em 2016 ocorreu um golpe de Estado no Brasil", disse ele. 

"Hoje, a base do governo no Congresso é frágil e envergonhada. Importamos várias derrotas. Nós impedimos o voto sobre a reforma das pensões. O desafio agora é remover os conspiradores golpistas do poder e desfazer todos os males que eles fizeram nesses dois anos. A candidatura de Lula é essencial para isso porque unifica as forças progressistas e porque renova a esperança das pessoas", afirma.

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