Pimentel: atualização do Simples garantirá novo crescimento

O senador José Pimentel (PT) destacou que as alterações do Simples não reduzirão a arrecadação de estados e municípios. O parlamentar informou que a arrecadação do tributo tem apresentado crescimento de 14% ao ano. "Em 2006, quando o Simples Nacional foi criado, as prefeituras tinham arrecadação de ISS igual a zero. Hoje, todos têm arrecadação. E essa receita tem custo zero para os municípios", destacou. 

O senador José Pimentel (PT) destacou que as alterações do Simples não reduzirão a arrecadação de estados e municípios. O parlamentar informou que a arrecadação do tributo tem apresentado crescimento de 14% ao ano. "Em 2006, quando o Simples Nacional foi criado, as prefeituras tinham arrecadação de ISS igual a zero. Hoje, todos têm arrecadação. E essa receita tem custo zero para os municípios", destacou. 
O senador José Pimentel (PT) destacou que as alterações do Simples não reduzirão a arrecadação de estados e municípios. O parlamentar informou que a arrecadação do tributo tem apresentado crescimento de 14% ao ano. "Em 2006, quando o Simples Nacional foi criado, as prefeituras tinham arrecadação de ISS igual a zero. Hoje, todos têm arrecadação. E essa receita tem custo zero para os municípios", destacou.  (Foto: Fatima 247)
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O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), defendeu nesta terça-feira (27/10) a nova atualização das regras do Simples Nacional para garantir que o país supere a crise econômica e volte a crescer. Pimentel também afirmou que as mudanças não resultarão em perda de arrecadação para estados e municípios.

A manifestação do senador ocorreu durante sessão temática que debateu o projeto que aperfeiçoa o regime especial de tributação para as micro e pequenas empresas - Simples Nacional. O PLC 125/2015 está em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos, sob a relatoria da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). O projeto foi aprovado na Câmara em setembro passado e, entre outras mudanças, aumenta o limite de enquadramento da microempresa no Supersimples.

Segundo Pimentel, a arrecadação das prefeituras, relativas ao Imposto sobre Serviços não terá queda. O senador informou que a arrecadação do tributo tem apresentado crescimento de 14% ao ano. "Em 2006, quando o Simples Nacional foi criado, as prefeituras tinham arrecadação de ISS igual a zero. Hoje, todos têm arrecadação. E essa receita tem custo zero para os municípios", destacou. 

Os estados também não terão perda de arrecadação do ICMS, segundo o senador. "Apenas a União terá uma perda inicial, mas que será compensada pelo forte crescimento do setor que virá nos próximos anos", disse.

Pimentel destacou ainda a importância das microempresas na geração de empregos. "De 2011 a 2014, o setor foi responsável pela geração de 4,6 milhões de empregos a mais do que em 2010", disse.

Durante a sessão temática, o ex-ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, citou o senador José Pimentel ao defender a atualização das regras do Simples Nacional. "Aqui estamos hoje, para discutir no Senado, os aperfeiçoamentos de uma legislação que – como disse sempre o nosso querido senador Pimentel – é uma lei viva, é uma lei que se moderniza com o tempo. Está sempre em alteração, porque é uma lei que busca qualificar o Brasil real da nossa economia".

O gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Bruno Quick, afirmou que "nenhum país do planeta se desenvolveu sem estimular os seus empreendedores. A palavra-chave que trago é da realidade, é o reconhecimento da realidade que os empreendedores vivenciam. O sucesso alcançado pelo Brasil é inegável.

Quick destacou a contribuição das micro e pequenas empresas na geração de empregos. "93% da expansão de postos de trabalho, no nosso país, vieram dos pequenos negócios. É muito fácil imaginar o que seria o Brasil se não houvesse expandido os postos de trabalho em uma década. Então, a pequena empresa fez, seguramente, a diferença no país em que nós vivemos hoje, na realidade do Brasil", considerou.

Ao abrir a sessão, o presidente do Senado, Renan Calheiros, defendeu a ampliação do limite de faturamento para enquadramento no regime especial de tributação. Para Renan, os efeitos a médio e longo prazo serão positivos, e a proposta vai tirar da informalidade grande número de empresas que atualmente não se sentem estimuladas pelo regime diferenciado.

Novas regras – O limite de faturamento das microempresas passa de R$ 360 mil para R$ 900,00 mil ao ano. Já as empresas de pequeno porte terão seu faturamento ampliado de R$ 3,6 milhões para R$ 7,2 milhões, no primeiro ano de vigência. No ano segundo ano, esse limite passará para R$ 14,4 milhões.

Faixas de tributação - Em vez de aplicar uma alíquota simples sobre a receita bruta mensal, o texto prevê uma alíquota maior, porém com desconto fixo específico para cada faixa de enquadramento. O número de tabelas também diminui, de 6 para 4 (comércio, indústria e duas de serviços), além da quantidade de faixas em cada uma delas (de 20 para 7).

Microempreendedor - Em relação ao microempreendedor individual (MEI), o projeto aumenta de R$ 60 mil para R$ 72 mil o teto de enquadramento. O projeto também permite que o agricultor familiar peça enquadramento como MEI.

Dívidas - Para todas as micro e pequenas empresas, o texto prevê o aumento do prazo de parcelamento de dívidas no âmbito do Supersimples de 60 para 180 prestações mensais, cada uma no valor mínimo de R$ 100,00.

(Fonte: Coordenadoria de Comunicação do senador José Pimentel)

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