Pimentel critica estratégia para acelerar impeachment

“Algumas perguntas têm por objetivo não contribuir com o processo, mas sim desqualificar a testemunha. Estranho muito que senadores qualificados venham perguntar a uma testemunha técnica aquilo que é nosso dever saber”, apontou o senador José Pimentel (PT-CE), durante reunião da Comissão Especial do Impeachment

“Algumas perguntas têm por objetivo não contribuir com o processo, mas sim desqualificar a testemunha. Estranho muito que senadores qualificados venham perguntar a uma testemunha técnica aquilo que é nosso dever saber”, apontou o senador José Pimentel (PT-CE), durante reunião da Comissão Especial do Impeachment
“Algumas perguntas têm por objetivo não contribuir com o processo, mas sim desqualificar a testemunha. Estranho muito que senadores qualificados venham perguntar a uma testemunha técnica aquilo que é nosso dever saber”, apontou o senador José Pimentel (PT-CE), durante reunião da Comissão Especial do Impeachment (Foto: Rodrigo Rocha)

Ceará247 - O senador José Pimentel (PT-CE) reagiu nesta quarta-feira (22/6) à estratégia de senadores favoráveis ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff de desqualificar o depoimento das testemunhas de defesa para acelerar o julgamento. Também reagiram o advogado de defesa da presidenta, José Eduardo Cardozo, assim como outros senadores que atuam na comissão para provar que Dilma não cometeu crime de responsabilidade. 

Durante reunião da Comissão Especial do Impeachment, Pimentel apontou a real intenção desses senadores, ao afirmarem que a defesa está impondo constrangimento a servidores do governo federal ao convocá-los para prestar depoimento sobre temas que eles desconhecem. “Algumas perguntas têm por objetivo não contribuir com o processo, mas sim desqualificar a testemunha. Estranho muito que senadores qualificados venham perguntar a uma testemunha técnica aquilo que é nosso dever saber”, apontou.

José Eduardo Cardoso reagiu imediatamente e manifestou seu “mais veemente protesto” em relação às intervenções ocorridas. Segundo o advogado de defesa, “o que se tenta demonstrar aqui é a inexistência de crime de responsabilidade. E o apontar do procedimento descaracteriza o dolo, que é elemento essencial à configuração do crime. A defesa tem todo o direito de trazer aqui as pessoas. O que não se pode fazer é perguntar a uma testemunha, que trabalha numa área, sobre situações que não têm nada a ver com a área dela. É isso que não se pode fazer”.

Pimentel apoiou o advogado de defesa: “é correta a postura da defesa quando protesta contra isso. É dever da defesa apresentar todos os meios lícitos e legais para fazer a defesa da presidenta. E a defesa seria declarada negligente se não o fizesse”, afirmou. 

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