Pimentel sobre febre amarela: ‘sem alarme’

"Não temos nenhum motivo de alarme. A situação de fato é preocupante, mas não é um risco eminente de epidemia", afirmou o governador de Minas, Fernando Pimentel; de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, estão sendo investigados 23 casos suspeitos de febre hemorrágica aguda, dos quais 16 já tiveram respostas laboratoriais positivas para febre amarela, e os outros continuam em investigação; foram registrados 14 óbitos, cujas causas estão sendo investigadas

26-09-2016 Governador Fernando Pimentel entrega viaturas da POlicia Civil. Palácio Tiradentes. Foto: Veronica Manevy/Imprensa MG
26-09-2016 Governador Fernando Pimentel entrega viaturas da POlicia Civil. Palácio Tiradentes. Foto: Veronica Manevy/Imprensa MG (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, afirmou, nesta terça-feira (10), em vídeo postado nas redes sociais do Governo de Minas Gerais, que a incidência de febre amarela no estado é grave, mas não é motivo para alarme por parte da população. De acordo com o chefe do executivo estadual, estão sendo implementadas ações de prevenção nas regiões em que foram identificados casos da doença, incluindo o início da vacinação das populações que moram em áreas rurais dos municípios afetados. Além disso, também estão sendo reforçados os leitos de hospitais dessas localidades para atendimento de casos graves.

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou dados nessa segunda-feira (9) apontando que estão sendo investigados 23 casos suspeitos de febre hemorrágica aguda, dos quais 16 já tiveram respostas laboratoriais positivas para febre amarela, e os outros continuam em investigação. Foram registrados 14 óbitos, cujas causas estão sendo investigadas. Cerca de 15 municípios das regiões de Teófilo Otoni, Coronel Fabriciano, Manhumirim e Governador Valadares estão em alerta devido a esses casos.

"Não temos nenhum motivo de alarme. A situação de fato é preocupante, mas não é um risco eminente de epidemia. O que nós estamos fazendo é tomar ações preventivas nas regiões afetadas envolvendo especialmente a vacinação", disse o governador, após reunião com secretários de Estado de Saúde, Nalton Moreira, e de Governo, Odair Cunha. "Se você mora em área urbana num dos municípios que está sendo afetado, você não tem motivo para se preocupar, a não ser que se desloque regularmente para a área rural. Aí, sim, você deve procurar um posto de saúde e se vacinar. Quem mora em área rural já está sendo contatado pelas nossas equipes de campo. Estamos indo de casa em casa vacinar as pessoas", acrescentou.

De acordo com o governador, um encontro será realizado com os prefeitos das regiões afetadas para discutir a situação e medidas para o combate ao problema. "O Ministério da Saúde já foi notificado, nós temos vacinas suficientes para cobrir todas as regiões que estão sendo afetadas nesse momento. Estamos mobilizando também a Defesa Civil e reforçando os leitos nos hospitais para eventualidades de casos mais urgentes. Tudo que é possível fazer estamos fazendo para enfrentar essa questão que é grave, mas não é uma situação de alarme", disse Pimentel.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos, tanto em áreas urbanas e silvestres. Nas áreas urbanas, essa transmissão se dá por meio do mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue, chikungunya e zika. Em áreas florestais, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes.

A transmissão acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra a doença é picada por um mosquito infectado. No meio urbano, ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti. Além do homem, a infecção também pode acometer macacos, que podem desenvolver a febre amarela silvestre e ter quantidade suficiente de vírus para infectar mosquitos e assim, infectar o homem.

As primeiras manifestações da doença são febre alta, calafrios, cansaço, dores de cabeça e muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a doença.

*Com informações de assessoria

 

 

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