Plano Alckmin afeta 311 mil alunos e 74 mil docentes

Decisão de "disponibilizar", ou seja, fechar 94 escolas da rede estadual em São Paulo, conforme anunciado nesta segunda-feia 26 pela Secretaria de Educação, revolta profissionais e estudantes; "Vai ser bagunça. 94 escolas, 162 municípios envolvidos, 74 mil professores serão afetados. Se não for bagunça, não sei o que é", critica Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp, o principal sindicato dos docentes; segundo ela, "o professor efetivo vai ter a jornada reduzida", enquanto o desempenho dos estudantes também não deve melhorar; "Alunos serão levados para escolas que já têm alunos, portanto continuará com a superlotação das salas de aula", avalia; objetivo da reforma é que as escolas tenham apenas um ciclo de ensino

Decisão de "disponibilizar", ou seja, fechar 94 escolas da rede estadual em São Paulo, conforme anunciado nesta segunda-feia 26 pela Secretaria de Educação, revolta profissionais e estudantes; "Vai ser bagunça. 94 escolas, 162 municípios envolvidos, 74 mil professores serão afetados. Se não for bagunça, não sei o que é", critica Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp, o principal sindicato dos docentes; segundo ela, "o professor efetivo vai ter a jornada reduzida", enquanto o desempenho dos estudantes também não deve melhorar; "Alunos serão levados para escolas que já têm alunos, portanto continuará com a superlotação das salas de aula", avalia; objetivo da reforma é que as escolas tenham apenas um ciclo de ensino
Decisão de "disponibilizar", ou seja, fechar 94 escolas da rede estadual em São Paulo, conforme anunciado nesta segunda-feia 26 pela Secretaria de Educação, revolta profissionais e estudantes; "Vai ser bagunça. 94 escolas, 162 municípios envolvidos, 74 mil professores serão afetados. Se não for bagunça, não sei o que é", critica Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp, o principal sindicato dos docentes; segundo ela, "o professor efetivo vai ter a jornada reduzida", enquanto o desempenho dos estudantes também não deve melhorar; "Alunos serão levados para escolas que já têm alunos, portanto continuará com a superlotação das salas de aula", avalia; objetivo da reforma é que as escolas tenham apenas um ciclo de ensino (Foto: Gisele Federicce)
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SP 247 – A reforma escolar do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem gerado críticas ferrenhas por parte de professores e manifestações por parte dos estudantes. Nas últimas semanas, os alunos foram às ruas diversas vezes contra o fechamento de 94 escolas da rede estadual, conforme anunciado oficialmente nesta terça-feira 26 pela Secretaria Estadual de Educação.

Para Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp, o principal sindicato dos docentes no Estado, a mudança vai causar "bagunça". "Vai ser bagunça. 94 escolas, 162 municípios envolvidos, 74 mil professores serão afetados. Se não for bagunça, não sei o que é", declarou, segundo reportagem do jornalista Luiz Fernando Toledo, do Estadão. Segundo ela, o professor terá jornada reduzida e o aluno não melhorará seu desempenho.

"O professor efetivo vai ter a jornada reduzida. Se ele tem 40 horas, vai reduzir para jornada básica de 30. Não sei o que precisa piorar mais", comenta. "Alunos serão levados para escolas que já têm alunos, portanto continuará com a superlotação das salas de aula", acrescenta Maria Izabel.

Segundo a Secretaria de Educação, a medida visa melhorar a distribuição dos estudantes nos centros de ensino dividindo as escolas por ciclos. Desta forma, cada colégio atenderia apenas um dos três ciclos de ensino, sendo o primeiro com estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental; o segundo, com alunos do 6º ao 9º ano do fundamental; e o terceiro, que abraçaria os últimos três anos do ensino médio.

Em uma das manifestações contra a proposta, a diretora executiva da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), Natália Duarte Santo Prete, também criticou duramente o plano de Alckmin. "A realidade é que há 50 alunos em cada sala de aula e querem colocar mais 20 com o fechamento de várias escolas. Sem contar que muitos estudarão longe de suas casas e outros, antes de chegar à sala de aula, terão de levar o irmão em outra escola. Além disso, muitos professores e funcionários devem ficar desempregados", detalhou.

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