PM reprime com violência ato do MTST no Recife

Polícia Militar de Pernambuco reagiu com extrema truculência nessa terça-feira, 21, na repressão a um ato do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST); durante a ocupação da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), policiais reagiram com vários tiros de bala de borracha, gás de pimenta e até uso de armas letais contra o MTST; de acordo com o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, pelo menos 10 pessoas do movimento estão presas, incluindo dois coordenadores nacionais; uma pessoa hospitalizada com hemorragia interna

Bras�lia - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), fazem manifesta��o em frente na port�ria do canteiro de obras do Est�dio Nacional de Bras�lia Man� Garrincha
Bras�lia - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), fazem manifesta��o em frente na port�ria do canteiro de obras do Est�dio Nacional de Bras�lia Man� Garrincha (Foto: Aquiles Lins)

Pernambuco 247 - A Polícia Militar de Pernambuco reagiu com extrema truculência nessa terça-feira, 21, na repressão a um ato do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). 

Durante a ocupação da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), policiais reagiram com vários tiros de bala de borracha, gás de pimenta e integrantes do movimento denunciaram até mesmo o uso de armas letais contra o MTST. 

De acordo com o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, pelo menos 10 pessoas do movimento estão presas, incluindo dois coordenadores nacionais. E há uma pessoa hospitalizada com hemorragia interna. Segundo Boulos, nesta manhã deve haver a audiência de custódia "e estão querendo indiciar a turma por organização criminosa". 

O confronto ocorreu na avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias do Recife. Nesta terça-feira, estava marcada uma reunião de negociação entre o Governo de Pernambuco e o MTST. No entanto, o encontro foi remarcado para a quarta e, então, por volta das 15h30, teve início o confronto.

Ao jornal Diário de Pernambuco, a advogada dos Direitos Humanos Ana Cecília Gomes, que acompanhava o movimento, denuncia abusos da Polícia Militar durante a operação. "Eles alegam que houve deterioramento do patrimônio público, mas quem estava do lado de fora só gritava palavras de ordem. O movimento só veio para negociar, tanto que havia idosos e crianças. Eu já acompanhei diversos atos e sei que há reação, mas eu nunca vi nada assim. Cerca de 20 pessoas foram detidas e houve muitos feridos", detalhou. 

"Não houve diálogo. A polícia chegou atirando, incluindo com armas letais. Todo mundo correu para Agamenon e para o Campo do Onze para tentar se proteger. Uma mulher foi ferida na coxa e nós pegamos ela, colocamos numa cadeira e não era bala de borracha. O tiro atravessou a perna dela. Tinha buraco de entrada e de saída", explicou o estudante Tiago Paraíba. 

Confira vídeo da repressão da PM: 

 

 

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