PMDB afaga servidor ao questionar lei antigreve

Partido vê em medida impopular do governo Perillo uma chance de se reconciliar com a categoria, que ainda não se esqueceu do decretão de 1983, quando 40 mil servidores públicos foram demitidos sem maiores explicações; nos governos do PMDB, servidor sofreu com atrasos e congelamento de salários em tempos de hiperinflação; herói da categoria, governador tucano põe a perder o apoio de seu aliado número um

Partido vê em medida impopular do governo Perillo uma chance de se reconciliar com a categoria, que ainda não se esqueceu do decretão de 1983, quando 40 mil servidores públicos foram demitidos sem maiores explicações; nos governos do PMDB, servidor sofreu com atrasos e congelamento de salários em tempos de hiperinflação; herói da categoria, governador tucano põe a perder o apoio de seu aliado número um
Partido vê em medida impopular do governo Perillo uma chance de se reconciliar com a categoria, que ainda não se esqueceu do decretão de 1983, quando 40 mil servidores públicos foram demitidos sem maiores explicações; nos governos do PMDB, servidor sofreu com atrasos e congelamento de salários em tempos de hiperinflação; herói da categoria, governador tucano põe a perder o apoio de seu aliado número um (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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Goiás247_ O governador Marconi Perillo e o PMDB já travam nova batalha e agora é no Tribunal de Justiça de Goiás. O partido de Iris Rezende protocolou na quarta-feira (21) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o decreto estadual número 7.964, com medidas que visam coibir greves entre os servidores púbicos.

O deputado Samuel Belchior, presidente do PMDB estadual, afirma que a intenção do governo é evitar que os servidores busquem os seus direitos. Para ele, o decreto do governo estadual não obedece a ordem de competência, contrariando a Constituição Estadual e "causando grave risco de garantia ao exercício dos direitos civis e sociais dos servidores públicos estaduais”.

O decreto aprovado por Perillo e publicado no Diário Oficial no dia 14 de agosto diz que os grevistas poderão ter os pontos cortados sumariamente na folha de pagamento e ainda sofrerão processos administrativos-disciplinares de ofício. Ainda de acordo com o decreto, os servidores que exercerem cargos em comissão serão exonerados e aqueles que tiverem funções de confiança ou gratificada serão dispensados.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) diz que a medida tem indícios de ilegalalidade e nas redes sociais o decreto foi recebido com repúdio, principalmente por sindicalistas.

Diante da polêmica, o PMDB pega carona na insatisfação popular para tentar se reconciliar com a categoria dos servidores públicos. Desde a década de 1980 o partido tem a antipatia da categoria devido ao famoso decretão de Iris Rezende, de 1983, em que o então governador demitiu cerca de 40 mil funcionários públicos sem delongas. Os atrasos e congelamento de salários também foram constantes, o que deixou o PMDB mal visto pela categoria.

Marconi Perillo usou este mote em suas eleições. Uma das primeiras medidas do tucano foi pagar o salário no mês trabalhado. Por esse e por outros benefícios concedidos, como a aprovação de planos de cargos e salários para diversas categorias, o tucano sempre teve o servidor como seu aliado número 1. A medida impopular com este novo decreto pode marcar uma nova era no relacionamento de Perillo com os servidores.

O último abalo na relação foi o parcelamento da data-base em decisão unilateral. Antes, em 2011, sofreu com uma greve e oposição violentas após as alterações no plano de carreira dos professores. O novo plano foi rejeitado por sindicatos e manifestações foram feitas para protestar contra o governador que, ao fim, recuou.

Outro grupo que pode se rebelar contra o governo é a Polícia Militar (os civis já estão em greve). Os PMs já ameaçaram entrar em greve este ano e aguardam reajuste salarial para este fim de 2013. Se o aumento não acontecer é bem provável que a categoria comece a hostilizar Perillo e o governador tenha nova dor de cabeça com os servidores, que antes o tratavam como um herói.

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