Polícia Civil de Alckmin pode reduzir frota e fechar delegacias

Sem recursos, Polícia Civil de São Paulo pode ficar sem dinheiro para abastecer viaturas e poderá fechar delegacias; Delegados criticam o governo de Geraldo Alckmin por priorizar a Polícia Militar em detrimento da polícia judiciária em sua política de segurança pública

O Governador de São Paulo assinou a PLC 50/125 que institui a diária especial por jornada extraordinária de trabalho da Polícia Civil em evento realizado no salão dos despachos em São Paulo. São Paulo - 13/01/2016 - Foto: Eduardo Saraiva/A2IMG
O Governador de São Paulo assinou a PLC 50/125 que institui a diária especial por jornada extraordinária de trabalho da Polícia Civil em evento realizado no salão dos despachos em São Paulo. São Paulo - 13/01/2016 - Foto: Eduardo Saraiva/A2IMG (Foto: Charles Nisz)

SP 247 - A Polícia Civil de São Paulo passa por uma crise que afeta até mesmo a verba destinada para o abastecimento dos carros, reduzindo a frota policial temporariamente. Além disso, unidades da polícia podem ser suspensas. Esse cenário aparece em um documento interno que tem circulado entre os policiais.

É um pedido da diretoria da polícia civil aos departamentos, de forma a minimizar o impacto da "absoluta indisponibilidade financeira", diz o texto, assinado pelo delegado geral de polícia adjunto, Waldir Antonio Covino Junior. No documento, Covino exemplifica ações para contingenciar gastos, como a suspensão de delegacias e datas para a interrupção do abastecimento de veículos. Ele fixa sexta-feira (28) como a data para o recebimento do plano.

Os efeitos da falta de verba na segurança pública ainda não foram mensurados. "Quando serviços básicos são suspensos, isso acarreta a consequência inevitável de que o policial não trabalhe", afirma Raquel Kobashi Gallinati, presidente do sindicato dos delegados de polícia de São Paulo (Sindpesp). "Como o policial vai para diligência sem viatura?", questiona. "Isso é trágico. Já trabalhamos de forma limitada, agora, cortar o básico?

Raquel critica a política de prorização da Polícia Militar, efetuada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). "O que o exime de cumprir com a polícia judiciária o mesmo que cumpre com a Polícia Militar? Ele não pode ter uma escolha política de priorizar alguma polícia. É a Polícia Civil que desmantela quadrilhas. Ele tem que cumprir com sua obrigação de gestor e proteger a sociedade."

Na tarde desta terça-feira (25), o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, disse que o pedido do delegado geral adjunto interino foi "precipitado" e que o governo liberou R$ 4 milhões para a Polícia Civil, verba suplementar que já estava prevista.

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