Polícia indicia quatro pela morte de cães

A Polícia Civil de Alagoas indiciou quatro pessoas pelo envenenamento, em dezembro do ano passado, de 30 animais que resultou na  morte de 12 cães atendidos pelo Núcleo de Educação Ambiental São Francisco de Assis (Neafa); investigações apontaram que os próprios administradores da ONG e os representantes legais da instituição são os responsáveis pelos crimes

A Polícia Civil de Alagoas indiciou quatro pessoas pelo envenenamento, em dezembro do ano passado, de 30 animais que resultou na  morte de 12 cães atendidos pelo Núcleo de Educação Ambiental São Francisco de Assis (Neafa); investigações apontaram que os próprios administradores da ONG e os representantes legais da instituição são os responsáveis pelos crimes
A Polícia Civil de Alagoas indiciou quatro pessoas pelo envenenamento, em dezembro do ano passado, de 30 animais que resultou na  morte de 12 cães atendidos pelo Núcleo de Educação Ambiental São Francisco de Assis (Neafa); investigações apontaram que os próprios administradores da ONG e os representantes legais da instituição são os responsáveis pelos crimes (Foto: Voney Malta)
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Alagoas247 - Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil, acusadas do envenenamento e morte de cães atendidos pelo Núcleo de Educação Ambiental São Francisco de Assis (Neafa), em dezembro de 2014. O inquérito foi concluído pela delegada Talita de Aquino, titular do 25º Distrito Policial. As investigações apontaram que os administradores da ONG, Pallova Welmanny Mendes da Costa e Ervivaldo Emídio da Silva, e os representantes legais da instituição, Ismar Malta Gatto (fundador) e Davi Nogueira Gatto, são os responsáveis pelo crime. Cerca de 30 animais foram envenenados, sendo que 12 deles morreram.

De acordo com a assessoria da PC, testemunhas informaram que, por ocasião da morte de animais assistidos na ONG, estes eram enterrados, na gestão de Pallova e Erivaldo, em um terreno ao lado da sede do Neafa, com os administradores chegando a cobrar, ainda, cerca de R$ 40,00 dos donos dos animais lá atendidos.

As testemunhas também afirmaram que, caso os funcionários da ONG denunciassem as eutanásias irregulares praticadas no Neafa, estes seriam demitidos.

Com isso, a delegada solicitou ao Instituto de Criminalística (IC) uma avaliação do terreno, realizada por uma médica veterinária, que constatou a existência de várias carcaças de animais e alertou para a possibilidade de contaminação da água do lençol freático e do solo.

De acordo com as investigações, ficou constatado que o Neafa não possui autorização ambiental para manter um cemitério de animais em sua sede, razão pela qual violou as normas de proteção ao meio ambiente. Segundo Pallova, Erivaldo e Ismar, os funcionários do Neafa também tinham consciência do delito. Ao testemunharem, todos admitiram a existência do cemitério ilegal, em área urbanizada e residencial, o que configuraria em crime de perigo abstrato para a saúde pública e o meio ambiente.

Inicialmente, o crime foi investigado pelo delegado Gustavo Pires, mas os laudos toxicológicos providenciados pela ONG para identificar o tipo de substância utilizada para envenenar os cães só foram entregues à Polícia Civil no mês de julho deste ano.

No inquérito policial que foi encaminhado à Justiça, com o depoimento de funcionários da instituição e de vizinhos do Neafa, consta também a Lei de Crimes Ambientais, que prevê aumento da pena em caso de maus tratos contra animais, seguidos de morte.

Com gazetaweb.com e assessoria

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