Polícia prende filho de líder de esquema da ASPE

A Polícia Civil prendeu ontem Thiago Menezes Farias, filho de Wilson Felix de Farias, que é considerado o chefe da organização criminosa, que comandava o desvio de dinheiro público das subvenções através da Associação Sergipana de Produtores de Eventos (ASPE); Wilson já está preso desde anteontem; no momento da prisão de Thiago, os policiais apreenderam ainda um carro importado, que era utilizado pela família dele; o veículo estava em poder de dois assessores parlamentares do deputado estadual Samuel Alves (PSL), o Capitão Samuel; o deputado disse que exonerou os dois funcionários

A Polícia Civil prendeu ontem Thiago Menezes Farias, filho de Wilson Felix de Farias, que é considerado o chefe da organização criminosa, que comandava o desvio de dinheiro público das subvenções através da Associação Sergipana de Produtores de Eventos (ASPE); Wilson já está preso desde anteontem; no momento da prisão de Thiago, os policiais apreenderam ainda um carro importado, que era utilizado pela família dele; o veículo estava em poder de dois assessores parlamentares do deputado estadual Samuel Alves (PSL), o Capitão Samuel; o deputado disse que exonerou os dois funcionários
A Polícia Civil prendeu ontem Thiago Menezes Farias, filho de Wilson Felix de Farias, que é considerado o chefe da organização criminosa, que comandava o desvio de dinheiro público das subvenções através da Associação Sergipana de Produtores de Eventos (ASPE); Wilson já está preso desde anteontem; no momento da prisão de Thiago, os policiais apreenderam ainda um carro importado, que era utilizado pela família dele; o veículo estava em poder de dois assessores parlamentares do deputado estadual Samuel Alves (PSL), o Capitão Samuel; o deputado disse que exonerou os dois funcionários (Foto: Valter Lima)

Valter Lima, do Sergipe 247 - A Polícia Civil prendeu ontem Thiago Menezes Farias, filho de Wilson Felix de Farias, que é considerado o chefe da organização criminosa, que comandava o desvio de dinheiro público das subvenções através da Associação Sergipana de Produtores de Eventos (ASPE). Wilson já está preso desde anteontem. No momento da prisão de Thiago, os policiais apreenderam ainda um carro importado, que era utilizado pela família dele. O veículo estava em poder de dois assessores parlamentares do deputado estadual Samuel Alves (PSL), o Capitão Samuel. Ao 247, o deputado disse que exonerou os dois funcionários.

“Com a prisão de Wilson, a polícia apreendeu farta documentação, que começou a ser analisada imediatamente. Foi quando percebemos o envolvimento de Thiago muito maior do que o que a gente supunha. Por conta disso, os promotores Henrique Cardoso e Bruno Melo representaram pela prisão preventiva, que foi cumprida na manhã de ontem”, explicou a delegada Danielle Garcia, que comanda as investigações.

Segundo ela, foram apreendidos extratos bancários de contas em nome de Thiago, com movimentação milionária, com valores acima da realidade de um jovem de 20 anos que não tem emprego. “Também identificamos diversos imóveis em nome dele e talões de cheques todos assinados em branco por Thiago. Ele tinha participação ativa em tudo”, ressaltou.

Assessores de Samuel

Sobre o envolvimento de assessores do Capitão Samuel, a delegada informou que no momento da prisão de Thiago, os dois funcionários do parlamentar se encontravam com um dos carros da família do acusado. A Polícia já possuía um mandado de busca e apreensão do veículo, mas não havia localizado o automóvel no primeiro dia da operação.

“A apreensão do carro Ssangyong já havia sido autorizada pelo juiz. Este carro foi identificado ao longo das investigações sendo utilizado pela família de Wilson em diversas situações, mas o veículo não havia sido localizado no dia das prisões. Identificamos no momento da prisão de Thiago, quando encontramos duas pessoas com ele, que se identificaram como assessores parlamentares do Capitão Samuel. Eles disseram que tinha pego o carro emprestado”, relatou a delegada. Os dois assessores prestaram depoimento e foram liberados.

Compra de imóvel

Além disso, na papelada apreendida na casa de Wilson, a polícia localizou um documento da venda de um imóvel que seria de propriedade da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise) para o Capitão Samuel. “Achamos estranho ter encontrado este documento na casa de Wilson, que aparentemente não tem qualquer vinculação com Samuel”, disse.

Para Danielle Garcia, esta é uma “situação nova”. “São dois fatos que ligam a ASPE e Wilson ao Capitão Samuel. Vamos sentar com o Ministério Público e verificar se há indícios de participação do deputado. O que esse documento da compra desse imóvel estava fazendo na casa de Wilson? No inquérito, vou explicar que é preciso ouvir Samuel”, afirmou.

Em 2012 e 2013, o Capitão Samuel foi um dos deputados estaduais que direcionou recursos das verbas de subvenção para a ASPE. No primeiro ano, foram R$ 427 mil enviados por Samuel, Gilmar Carvalho e Mundinho da Comase. No ano seguinte, foram R$ 180 mil das subvenções de Samuel e Gilmar.

Resposta de Samuel

Procurado pelo 247, o deputado do PSL disse que exonerou os dois assessores. “Não respondo pelas atitudes extras de amigos ou assessores. Eles não me convenceram em suas explicações e por isso os exonerei”, afirmou. Samuel revelou à reportagem que conhece Wilson Farias há 30 anos.

No entanto, ele disse que não comprou qualquer terreno da associação dos militares. “O que existe é a escritura da casa em que moro. Comprei com vários militares em um loteamento feito pela Caixa Beneficente. Estou vendendo para pagar dívidas. Ruiter, que era meu assessor, que eu exonerei, é corretor de imóveis e ofereceu a casa a todo mundo. Ele tentou vender para Wilson e deixou uma cópia do documento”, relatou o deputado.

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