Policiais compram gás para evitar que presos passem fome

Os policiais civis do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da cidade de Murici fizeram uma “cotinha” para comprar botijão de gás de cozinha para evitar que os presos passem fome; a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas confirma o problema e aponta outras falhas que comprometem o funcionamento e a estrutura do prédio: “A água, que chega no Cisp, é imprópria para o consumo humano.  As pinturas estão descascando. Há infiltrações, rachaduras e mofos nas paredes. Um problema hidráulico na obra faz com que o banheiro acumule água”

Os policiais civis do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da cidade de Murici fizeram uma “cotinha” para comprar botijão de gás de cozinha para evitar que os presos passem fome; a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas confirma o problema e aponta outras falhas que comprometem o funcionamento e a estrutura do prédio: “A água, que chega no Cisp, é imprópria para o consumo humano.  As pinturas estão descascando. Há infiltrações, rachaduras e mofos nas paredes. Um problema hidráulico na obra faz com que o banheiro acumule água”
Os policiais civis do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da cidade de Murici fizeram uma “cotinha” para comprar botijão de gás de cozinha para evitar que os presos passem fome; a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas confirma o problema e aponta outras falhas que comprometem o funcionamento e a estrutura do prédio: “A água, que chega no Cisp, é imprópria para o consumo humano.  As pinturas estão descascando. Há infiltrações, rachaduras e mofos nas paredes. Um problema hidráulico na obra faz com que o banheiro acumule água” (Foto: Voney Malta)

Por Cada Minuto - Os policiais civis do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da cidade de Murici fizeram uma “cotinha” para comprar botijão de gás de cozinha e, dessa forma, evitam que os presos passem fome. Além disto, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) constatou que a proibição de mais de quatro presos na carceragem pela Justiça também está sendo descumprida pelo Governo do Estado.

Após denúncia, a diretoria do Sindpol voltou ao Cisp e confirmou que as falhas comprometem o funcionamento e a estrutura do prédio. “A água, que chega no Cisp, é imprópria para o consumo humano.  As pinturas estão descascando. Há infiltrações, rachaduras e mofos nas paredes. Um problema hidráulico na obra faz com que o banheiro acumule água. O portão do Cisp está quebrado há vários meses e as bandeiras de Alagoas, de Murici e do Brasil ficam largadas no chão. O local está cheio de mato. Para construir o Centro, o governo do Estado gastou R$ 1,4 milhão, mas o patrimônio dos alagoanos está abandonado e sem manutenção. Tudo isso é o reflexo do descaso da Segurança Pública com o patrimônio público”, protesta o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário.

O presidente do Sindpol também revela que a decisão da Justiça, tendo em vista a ação civil pública da Defensoria Pública do Estado, está sendo descumprida quanto ao número de presos. “O Tribunal de Justiça de Alagoas limitou o número de presos na carceragem a quatro, sendo dois em cada cela. Constatamos nove presos no Cisp. Infelizmente, a Delegacia Geral insiste em descumprir o magistrado alagoano”.

Os dirigentes do Sindpol também verificaram a continuidade de acúmulo de materiais apreendidos, como motos, caça niqueis e pneus no local. “Um córrego e pneus estão cheios de água, ocasionando a infestação de mosquito. Os policiais civis estão com medo de contraírem dengue, zika e chikungunya”, revela.

“Se o Cisp de Murici, que é na terra do governador está abandonado, imagine o restante dos municípios”, questiona o sindicalista.

Desde a inauguração do Cisp que o Sindpol denuncia os problemas estruturais que se agravam e prejudicam o trabalho dos policiais civis.

 

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